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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 440

POV: AIRYS

— Loba petulante... ousa me desafiar? — a voz de Selene soou como um trovão, e o poder dela aumentou de forma brutal. O chão sob meus pés rachou, a pressão pesando sobre meu corpo como se quisesse me esmagar.

Arfei, os músculos tensos, o maxilar travado. O peito subia e descia com força, mas eu não dei um passo atrás.

— Não ouso... — rosnei, a voz grave, carregada de raiva. — Eu irei! — rugi, virando o rosto por sobre os ombros. — Alec, se proteja. Isso vai ficar feio.

— Criança... — a Deusa falou, descendo lentamente na minha direção, sem quebrar o contato visual. — Você foi a pior escolha que fiz.

O ar ficou mais pesado, a tensão cortava a respiração.

— Sua mãe, Malin, se envergonharia de você.

— Duvido disso. — retruquei, firme, a voz carregada de raiva. — Você virou as costas para ela mesmo quando ela suplicava por sua ajuda. — ri com amargura, sem desviar o olhar, me afastando para o centro do templo e começando a rodeá-la, cada passo calculado, como Daimon me ensinou. — Está na hora de virarmos as costas para você também.

— Insolente! — rugiu Selene, e antes que eu pudesse reagir, ela avançou.

A mão dela acertou meu rosto com uma força devastadora, o estalo ecoou pelo templo. O impacto me arrancou o ar dos pulmões e me arremessou contra um pilar. Senti a dor vibrar pelo maxilar, o gosto metálico invadir minha boca, e a respiração sair em arfadas curtas.

— Fui paciente com você, Airys... benevolente. — ela avançou mais um passo, o tom carregado de desprezo. — E você me retribui com ingratidão?

"Levanta." O rosnado de Rielly soou como uma ordem. "Ela precisa ver que não te quebrou."

Gemi baixo, limpando o canto da boca com o dorso da mão. O sangue ainda quente manchou meus dedos. Cada respiração fazia minhas costelas protestarem em dor.

— Mamãe! — Alec gritou, a voz embargada, correndo até mim. — Por favor, Deusa, não machuque a minha mamãe!

Ela se colocou à minha frente, os braços abertos em um gesto protetor, o corpo tremendo.

— Você prometeu que não ia machucar mais ninguém se eu ficasse. — a voz dela falhou, e eu vi o choro escorrer pelo rosto. — Eu não quero brigar com você..., mas não vou deixar que machuque minha mamãe.

— Alec... — murmurei, a garganta apertada, sentindo meus olhos queimarem enquanto as lágrimas ameaçavam cair.

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