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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 441

POV: AIRYS

— Airys, se seguir por este caminho, não serei misericordiosa. — Selene ergueu o queixo com arrogância, a voz carregada de autoridade. — Não me obrigue a matar.

— Você não vai me matar, Deusa. — rosnei, sentindo cada músculo do meu corpo se tensionar, as presas se projetando. — Tenho uma família para proteger e salvar.

Avancei com as garras afiadas prontas para rasgar, o sangue pulsando nos ouvidos. Selene desviou com movimentos calculados e imponentes, cada passo marcado pela frieza divina.

"Acabe com ela, agora." Rielly rugiu dentro de mim, a voz predatória e carregada de fúria.

Alec, encolhida no canto, apertava as mãos contra os ouvidos e cantava baixinho, os olhos fechados com força, o corpinho tremendo.

— Chega de nos manipular. — avancei novamente, sentindo a respiração acelerar, o ar quente queimando na garganta, o cheiro do poder dela misturado ao gosto metálico da minha própria raiva.

— Daimon sabia de seu destino quando aceitou a ascensão com Fenrir. — declarou a Deusa, a voz soando como uma sentença. Suas garras atingiram meu rosto com força, e meu corpo foi lançado ao chão. A pele ardeu no mesmo instante, o calor do sangue escorrendo pela minha face. — O Alfa teve o que mereceu, por suas escolhas erradas.

Gemi baixo, sentindo o gosto metálico na boca, mas forcei os músculos a responderem.

— Erradas? — gritei, a voz rasgando minha garganta enquanto me levantava de um salto. O corpo protestava, mas a raiva queimava mais que a dor. Avancei, as garras cortando o ar, e rasguei o braço de Selene de um lado, depois do outro. O som seco e a resistência da carne cedendo ecoaram no templo.

Ela rugiu, o som carregado de fúria divina, e o chão vibrou sob nossos pés.

— Eles só queriam ficar com a família! — avancei de novo, o peito arfando, a visão turva de adrenalina. — Estar conosco! Ser amados!

— Deveria tê-los protegido desse sofrimento. — cuspi as palavras, o olhar fixo nela enquanto o sangue escorria pelo meu queixo. — Se os amasse de verdade, teria cumprido a parte do acordo.

Segurava o próprio braço ensanguentado, observando-o cicatrizar com rapidez sobrenatural, a pele se fechando como se nada tivesse acontecido.

— É a filha dele, Selene... — avancei um passo, a voz firme, carregada de fúria. — Daimon jamais faria isso. Ele prefere sofrer preso à maldição a sacrificar um filho.

Não esperei resposta. Avancei de novo, o coração martelando no peito, cada batida impulsionando o calor que subia pela minha pele. Senti os olhos queimarem, a visão ficando mais nítida, como se cada movimento dela fosse lento demais para me enganar. Algo vibrava sob minha pele, não era apenas raiva, era um poder novo, bruto, pulsando com uma força incomum, exigindo ser usado.

"Deixe-me tomar o controle, Airys." Rielly rugiu dentro de mim, feroz, predatória, pronta para dilacerar. "Ela vai sentir o que é ser caçada."

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