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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 442

POV: AIRYS

"Ela ousa se chamar de mãe enquanto crava as garras em você." Rielly rugiu dentro da minha mente, predatória, pronta para atacar. "Acabe com ela antes que termine essa frase."

— Roubando minha filha? Forçando um pacto? — cuspi as palavras, o gosto de sangue já amargo na boca, enquanto tentava me soltar do aperto dela. Consegui virar a cabeça o suficiente para abocanhar seu punho, cravando as presas até sentir o sangue quente invadir minha boca.

Ela não recuou. Pelo contrário, um sorriso quase satisfeito surgiu no canto dos lábios antes que ela acertasse uma sequência de golpes secos nas minhas costelas já quebradas.

O impacto fez meu corpo estremecer inteiro. Um gemido de agonia escapou antes que eu mordesse a própria boca, segurando o grito e sentindo o sal do sangue se misturar à saliva.

— Hipócrita! — rosnei, a voz rouca, cheia de raiva.

Reuni força nas pernas e a chutei com tudo, o suficiente para soltá-la e cair de joelhos, sentindo o baque seco contra o chão. O ar entrou em golfadas curtas, irregulares. As pernas tremiam, o corpo inteiro queimava, mas meus olhos continuavam cravados nela.

"Levante-se. Agora." Rielly ordenou dentro da minha mente, a voz grave, predatória, impiedosa.

— Eu estava disposta a te dar a minha fertilidade… — minha voz saiu carregada, arfada, enquanto o peito queimava com a dor acumulada. — para que libertasse o meu companheiro.

O ar parecia mais pesado enquanto as lembranças me atravessavam.

— Perdi o meu bebê por isso. — senti as lágrimas arderem nos olhos, mas não desceram. — E mesmo assim… — estreitei os olhos, o maxilar travado — você não teve compaixão de nós.

Dei um passo à frente, o corpo tenso, os músculos latejando.

— Não vou deixar que fique com a minha filha. — minha respiração ficou mais rápida, o tom firme e cortante. — Não vou mais chorar. — ergui o queixo, sentindo o calor da fúria subir pela pele. — Não vou mais permitir que tirem de mim as pessoas que eu amo.

"Assim que se fala." a voz de Rielly ecoou dentro da minha mente, baixa e carregada de instinto. "Mostre a ela que você é a caçadora… e ela, a presa."

— Não é uma escolha, consagrada. — a voz de Selene soou firme e carregada de superioridade, antes que eu pudesse mover um músculo.

Ela avançou tão rápido que mal tive tempo de piscar. Seus dedos gelados e implacáveis envolveram meu pescoço, erguendo-me do chão como se eu não passasse de peso morto. A pressão era brutal, cortando meu ar em segundos.

O aperto aumentou, os músculos do meu pescoço gritando, minha visão começando a pulsar nas bordas. Senti a força dela esmagando minha traqueia, cada respiração se tornando um esforço inútil. O coração martelava no peito, mas a fúria queimava mais que o medo.

— Eu sou uma Deusa. — ela rosnou, os olhos brilhando com arrogância. — E você, uma mera loba mortal. Não há como vencer…

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