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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 449

POV: AIRYS

— O quê? — Arqueei as sobrancelhas e olhei por cima do ombro, vendo o avental aberto nas costas. Segurei a ponta com força, fechando-o às pressas, o rosto esquentando. — Se ousar olhar, eu te mato, Jasper.

— Ah, credo, acha mesmo que quero ver essa bunda branquela? — Jasper torceu o nariz, rindo, e ainda teve a ousadia de lançar um olhar provocante para Savanna. — Gosto mais das morenas.

— Jasper! — Ela exclamou, o rosto ficando vermelho na hora. Limpou a garganta, tentando recuperar a postura, e se virou para mim. — Perdão, Luna… por isso. Vou solicitar roupas limpas para o seu quarto e mandar preparar uma refeição decente. Mas, por favor, tente repousar nas próximas horas.

— Ela vai sim. — Jasper rosnou, passando as mãos pelos cabelos com impaciência. — As irmãs Celestes não estão mais na alcateia. Enquanto eu as busco e trago para cá, você vai ficar quietinha, sendo cuidada por aqueles três anjinhos que não tiram os olhos de você.

Me virei devagar, sentindo o peso dos olhares. Orion e Theron estavam com os braços cruzados, postura firme, me encarando com uma mistura de repreensão e desafio. Alec, encolhida atrás deles, torcia as mãozinhas, olhando para mim pela pequena fresta entre os irmãos. Seus olhos grandes e úmidos tremiam, carregados de preocupação.

O peito apertou. Meu instinto de guerreira queria agir, mas o de mãe gritava para ficar com eles.

— Vai lá, fica um pouco com os seus filhos. — Ele disse. Eu ameacei contestar, mas ele ergueu a mão para me cortar. — Airys, você quase morreu… e eles quase perderam a mãe também. Eles precisam sentir que você está aqui, inteira, com eles.

— Eu sei… — Suspirei, os ombros cedendo um pouco. Olhei para os pequenos e um sorriso escapou, suave, mas carregado de emoção. — Quando foi que você ficou tão maduro, Jasper?

— Desde que parei de beber com você. — Ele piscou com aquele ar debochado. — Maldita tequila.

— Mataria por uma agora. — Resmunguei, soltando um suspiro longo. — Só algumas horas de descanso…, Mas não posso relaxar. Não enquanto ele está perdido lá fora.

Voltei para o quarto, cercada pelos meus pequenos, que assumiram o posto de cuidadores com uma dedicação que apertava meu peito. Alec insistia em me dar comida na boca, os olhinhos atentos a cada garfada. Orion massageava minhas mãos com seriedade, enquanto Theron, com aquele jeito inquieto, tentava fazer o mesmo nos meus pés, arrancando risadas minhas e deles.

Eu os abraçava e beijava a todo instante, inalando o cheirinho doce de cada um, sentindo o calor de seus corpos contra o meu. Mas, por mais que meu coração se aquecesse, havia um vazio latente… uma ânsia silenciosa. Eu queria Daimon ali. Queria seus braços enormes e fortes envolvendo todos nós, sua presença imponente preenchendo o ambiente, o calor bruto e protetor dele mantendo nossa família unida.

— Mamãe? — Alec ergueu o rosto para mim, os olhos brilhando com um sorriso doce. — Não se preocupa… você vai trazer o papai de volta. Ele sabe que a gente o ama. Ele vai voltar.

— Sim! — Theron se adiantou, mais animado do que deveria está, para quem esteve a beira da morte. — O que é uma maldição para a mamãe? — Ele abriu um sorriso atrevido. — Você derrubou até a Deusa! O Alec contou.

— Mãe, você não precisa fazer isso sozinha. — Orion falou sério, a postura firme e o olhar idêntico ao do pai. Os olhos terrosos dele carregavam determinação, sem espaço para recuo. — Somos uma família. Papai precisa de todos nós.

Suspirei, absorvendo a força que vinha daquele garoto que parecia carregar mais peso do que deveria.

— Eu sei, meus amores. — Sussurrei, sentindo a gratidão apertar meu peito por tê-los comigo. — E desta vez, não vou recusar a ajuda de vocês.

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