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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 460

POV: DAIMON

— Por que ela não regenera?! — rugi, a voz quebrando, enquanto minhas lágrimas caíam em sua face. Os lábios de Airys já estavam arroxeados. — Airys, reaja! Vamos, pequena... acorde... não me deixe!

A apertei contra o meu peito com força, como se pudesse forçar sua vida a voltar, acariciando os fios do seu cabelo com desespero. Minha boca colou na dela em um beijo trêmulo, desesperado, tentando aquecer o frio que tomava sua pele.

“Você nunca implora, Daimon...” Fenrir rosnou dentro de mim, a voz rouca, carregada de dor. “Mas agora está de joelhos por ela. Luta, Alfa. Grite até a Deusa ouvir.”

— Eu daria tudo! — urrei para o céu, sem me importar com quem assistia. — Deusa, leve o que quiser de mim, mas não leve ela!

Alec soluçava perto, a voz doce e quebrada me rasgando:

— Papai... não deixa a mamãe ir... por favor...

— Vamos, meu amor... você precisa lutar. Nossos filhos não podem perder a mãe. — sussurrei contra a boca dela. Meus lábios tremiam sobre os dela, frios, sem vida, e o desespero queimava dentro de mim. Encostei nossas testas, apertando-a contra mim como se assim pudesse arrancá-la da morte. — Por que você fez isso?

Meus olhos se ergueram, cheios de fúria, cravando-se nas irmãs celestiais.

— O que fizeram com ela? Qual foi o preço?! — rugi, feroz, a aura se expandindo até o chão tremer. — Respondam!

— A essência consagrada dela, meu Alfa... — uma das irmãs respondeu, a voz fraca. — Mas ela sangrou demais...

“Eles tomaram dela o que é mais puro... e nós deixamos por sermos fracos e sucumbimos a maldita maldição.” Fenrir rosnou dentro de mim, feroz, predatório, a dor misturada com raiva.

— Não! Salvem ela! — ordenei, afastando os fios de cabelo ensanguentados do rosto dela. Pressionei minha cabeça contra a boca de Airys, tentando ouvir a respiração que não vinha. — Salvem a minha companheira. Agora!

— Não podemos... — a irmã cega respondeu, a voz baixa, como se não ousasse me enfrentar.

Rosnei, o peito arfando, o ar pesado ao redor, meu poder explodindo em ondas.

— Por que ela não regenera? — gritei, rugindo, fazendo o chão estremecer. — Por que a maldita ferida não fecha?!

Jasper deu um passo à frente. O sarcasmo havia sumido. Sua voz soava embargada.

— Porque Airys matou a Deusa Lua... para trazer Alec de volta.

Meu corpo inteiro congelou. O sangue latejava em meus ouvidos. Segurei a mão dela com força, o calor desaparecendo da pele delicada.

— Você... — arfei, a garganta apertada. — Como... por que?

“Ela fez por nós, por você, por eles, e agora está pagando o preço. O que vai fazer, Alfa Supremo? Vai deixar sua fêmea morrer diante dos seus olhos?” Fenrir provocou, a voz feroz e predatória, mas tomada por uma dor que me dilacerava junto.

— Papai... — Alec soluçou, a voz doce cortando minha alma. Suas mãos pequenas tremiam ao segurar meu braço. — A mamãe não pode ir embora...

Theron chutava o chão, furioso.

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