POV: DAIMON
Apertei todos contra mim, com mais intensidade ainda, até sentir seus corações alinhados ao meu.
“Airys está mais madura e forte... Tão perfeita em sua forma completa.” Fenrir surgiu em meu campo interno, farejando com prazer através da janela do meu olho esquerdo. Fascinado e honrado por nossa companheira. “Ela foi a nossa melhor escolha e decisão, Supremo.”
Minha mandíbula se contraiu ao sentir cada palavra dele ecoando em meu peito. Airys era, de fato, a força que me equilibrava e me incendiava.
No mesmo instante, um cheiro cortou o ar: medo, hostilidade, sangue fresco. Minha respiração mudou, o rosnado escapando profundo da minha garganta. Virei a cabeça em direção ao início da montanha, os olhos ardendo em prata predatória.
— Raiker. — O nome escapou hostil, feroz.
Antes que eu pudesse avançar, Jasper gritou atrás de mim, a voz carregada de desespero.
— Savanna! — Ele disparou em corrida, o corpo inteiro tomado pelo instinto.
— Jasper... não, pode ser uma armadilha! — Airys gritou, o corpo dela vacilando ao tentar se erguer, soltando um gemido de dor. — Merda... meu corpo está no limite.
Inclinei a cabeça para ela, deixando que minha voz saísse baixa e carregada de malícia.
— Descanse, coelhinha. Vai precisar de energia quando estivermos a sós... e eu não terei piedade. — Deixei escapar um sorriso perverso, minhas presas reluzindo. O rubor tomou conta de sua face, tão visível que me excitava ainda mais.
Virei para os pequenos, impondo minha autoridade.
— Cuidem da mamãe, meus pequenos guerreiros. — Minha ordem saiu firme, o tom de Alfa incontestável.
“Safada... toda ruborizada, mesmo no meio da guerra.” Fenrir gargalhou dentro de mim, lascivo e feroz. “Vai implorar por nós quando eu assumir. Devassa... nossa presa favorita.”
Passei a mão pelos cabelos de Alec, Orion e Theron, que ainda riam animados, o calor inocente deles contrastando com a violência que se aproximava.
Quando me virei, vi Jasper ser arremessado com brutalidade, o corpo voando no ar como um boneco. Estendi o braço e o agarrei antes que batesse no chão, pousando com ele no solo. O cheiro de sangue invadiu minhas narinas: cortes profundos marcavam seu ombro e braço, rasgando carne até o osso.

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