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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 465

POV: AIRYS

Me levantei na ponta dos pés, jogando o hobby sobre a pele nua antes de caminhar até a sacada. A noite estava fresca, carregada por uma paz rara, algo que não sentíamos havia muito tempo.

Encostado no parapeito, com a cidade iluminada diante de si, estava Daimon. Sem camisa, exibia suas costas largas, os músculos bem definidos relaxados sob a luz pálida. A calça de moletom branca moldava suas coxas grossas, deixando claro cada detalhe de sua força.

Meu peito apertou. Ele era um pecado vivo.

“E que bunda redonda perfeita, parece um pão de queijo, dá vontade de cravar as presas.” Rielly ronronou, faminta e sem pudor, babando pelo nosso macho. “Seremos eternas pecadoras com este pedaço de mal caminho.”

Não consegui segurar a risada, mesmo revirando os olhos e negando com a cabeça.

— Você é impossível, Rielly… — sussurrei divertida, mas meu olhar traiu a boca, deslizando pelas curvas de Daimon, cada músculo marcado, a pele quente que parecia me chamar.

“Admite logo, safada… você também quer morder até deixar marca. Esse macho foi feito para ser lambido, arranhado e saboreado sem descanso.” retrucou ela, maliciosa, a voz ecoando em minha mente como um sopro excitante.

— Coelhinha, seu cheiro malicioso te denuncia a distância. — A voz grave dele vibrou em meu peito.

Daimon se virou lentamente, apoiando o cotovelo no parapeito, a cabeça inclinada de lado como se me saboreasse apenas com o olhar. Seus olhos terrosos carregavam o brilho vermelho da fera, queimando contra os meus. Ele percorreu minha pele nua sem pressa, demorando em cada detalhe até que sua atenção pousou no meu rosto. Um sorriso de canto ergueu a curva final dos lábios, indecente, devasso, prometendo exatamente o que eu sabia que viria.

— Como se sente? — Ele perguntou, arrastando cada palavra de forma pecaminosa.

— Como se você estivesse prestes a me devorar. — Sussurrei ousada, provocando, enquanto deslizava a mão pelo peito firme de Daimon. Meus dedos percorreram cada linha de seus músculos até que meus braços envolveram seu pescoço. Fiquei na ponta dos pés, aproximando meu corpo e roçando meus lábios nos dele, em uma provocação maliciosa. — Por quanto tempo eu dormi?

— Três dias... — Ele respondeu baixo, rouco, com aquela voz que fazia meu corpo estremecer.

Arregalei os olhos surpresa, mas antes que pudesse perguntar, ele completou:

— Era necessário depois de tudo o que enfrentou... — Sua mão firme deslizou por minha cintura, me puxando mais contra ele. — O conselho me contou como a Luna Suprema assumiu o controle da alcateia como uma verdadeira guerreira e líder, deixando aqueles velhos… e até mesmo Simon, com medo.

“Três dias? Eu teria aproveitado cada segundo grudada nesse macho, lambendo até a alma dele. Airys, sua safada, olha como ele fala com você… devasso, protetor, todo nosso. Quero ele agora. Faz ele te jogar contra a parede e te comer como se não houvesse amanhã.” Rielly sussurrou dentro de mim, faminta, rindo maliciosa.

Havia um brilho orgulhoso em seus olhos.

— Me imploraram para não te irritar ou deixar você no comando novamente... — Daimon falou com deboche, arrastando a ponta das presas contra meus lábios. — Estavam com medo do que faria se resolvessem te provocar.

Ri, sentindo a pele formigar com o contato.

— Que exagero... — murmurei, mordendo de leve seu lábio inferior e depois umedecendo os meus contra sua boca.

Um rosnado grave vibrou em seu peito, arrepiando cada pedaço do meu corpo.

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