POV: AIRYS
Sorri ao sentir minhas pupilas se dilatarem, deslizei a bunda até a beirada da cama e ergui uma das pernas, apoiando o pé em seu ombro, puxando-o para mais perto.
— Língua para fora. — Ordenei, em tom afiado e malicioso, vendo o brilho devasso incendiar seus olhos. — Só para quando eu mandar, Supremo.
Ele inclinou a cabeça de lado, exibindo as presas ao passar a língua lentamente por elas. O vermelho tomou conta de seus olhos, um reflexo da luxúria predatória que pulsava em seu corpo. Um rosnado baixo escapou de sua garganta, e o som vibrou em minha pele, me fazendo arfar.
— Claro, minha rainha. — Ele murmurou devasso, antes de avançar contra mim com uma fome selvagem. Sua língua me invadiu sem piedade, dura, ousada, predatória, arrancando de mim um grito gemido que ecoou pelo quarto.
Arqueei as costas, a cabeça tombando para trás, completamente entregue ao prazer que ele me forçava a sentir. Sua língua estocava em movimentos profundos, rápidos, enquanto seus dedos me acompanhavam, abrindo caminho e me deixando ainda mais exposta a ele.
— Daimon... ah, droga... — Arfei, gemendo alto, sentindo meu clitóris latejar sob a pressão constante de seus dedos. — Não para... me devora...
Eu me jogava contra sua boca, o quadril se movendo sem controle, cada vez mais forte, buscando o ápice desesperadamente. O prazer crescia rápido demais, me rasgando por dentro até eu sentir que estava prestes a explodir em sua língua.
— Daimon... eu vou... — arfei, mordendo o lençol para conter os gemidos que escapavam sem controle. Meu corpo tremia, prestes a se perder no prazer.
Ele afastou a mão de dentro de mim de repente, cruel e possessivo, e ergueu o rosto por entre minhas pernas semicerradas. Seus olhos semicerrados brilhavam em puro desejo, famintos por cada reação minha. Ele queria tudo: meus gemidos, arfadas, tremores. Nada escapava dele, tudo era dele.
— Me faça gozar, meu companheiro. — Supliquei em um sussurro rouco, incapaz de conter a imploração indecente.
E Daimon fez. Pelos Deuses, como fez.
Minhas pernas tremeram em espasmos descontrolados quando explodi em prazer em sua boca. Daimon sugava cada gota, lambia cada canto, explorando sem deixar nada escapar. Só então subiu lentamente, o olhar desperto e faminto, se livrando de forma hábil da calça de moletom branca que parecia muito mais sexy com o seu volume, esticada marcante, parecia ainda mais obscena.
— Airys... como diabos posso me controlar com você me olhando assim? — rosnou, a voz grave vibrando contra minha pele enquanto se inclinava sobre mim. Tomou meus lábios com brutalidade e devoção, sugando, mordiscando, beijando como se quisesse me devorar inteira. — Tão linda... e tão safada...
— E tão sua... — ofeguei, firme na declaração, meus olhos grudados nos dele. Um sorriso pecaminoso se espalhou em seus lábios, tão devastador que senti meu corpo tremer ainda mais. — Não se contenha... nunca mais. Sou inteiramente sua.

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