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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 122

Mesmo depois do "não somos próximos", Ricardo manteve o rosto impassível, ergueu a taça e bebeu devagar, como se a frase não tivesse peso algum.

Ao redor, o burburinho crescia. Convidados cochichavam, trocando olhares curiosos e tentando adivinhar o que, afinal, havia entre os dois, mas ninguém chegava a conclusão alguma.

Luana estava prestes a se afastar quando Bernardo deixou o copo sobre a mesa e deu um passo à frente.

— Luana, você foi bem descuidada. — Ele disse em tom leve, quase brincalhão. — Mas tudo bem. Se o Sr. Ricardo não se importar, eu pago a conta da roupa.

Ela se virou, surpresa com a intervenção.

Ricardo passou o lenço pela lapela com calma, o gesto preciso e o sorriso afiado.

— Oh? O Sr. Bernardo está fazendo isso por ela?

— Por que o senhor diria isso? — Retrucou Bernardo, sem se abalar. — Eu e a Luana nos conhecemos há muito tempo. É natural que eu cuide dela, não acha?

Ricardo girou a taça entre os dedos, o olhar frio e a voz suave, mas carregada de ironia.

— E se eu não quiser aceitar?

Bernardo se serviu novamente, o tom agora mais provocador, e comentou com leve ironia:

— Então talvez o senhor tenha se encantado por ela. É isso?

Luana permaneceu em silêncio, observando os dois, sentindo o ar se tornar mais pesado a cada palavra trocada.

Ricardo soltou uma risada curta, difícil de decifrar.

— Está brincando comigo?

O olhar dela vacilou por um breve instante, apenas o suficiente para trair o que sentia, antes que retomasse o controle e desviasse o rosto com a mesma frieza de sempre.

Bernardo fez um gesto teatral e comentou em voz propositalmente alta, o suficiente para os curiosos mais próximos ouvirem:

— Ah, então não é nada disso. Claro, até porque dizem que a sua namorada é a diretora do Hospital São José. Estou curioso para saber quando o casal vai anunciar o noivado.

O comentário caiu como uma faísca no salão.

— Como é? O Sr. Ricardo tem namorada?

— Eu também ouvi! Dizem que é a ex dele, que voltou para o país há pouco tempo!

— E ele ainda continua fiel? Quem diria...

As vozes se cruzavam em murmúrios excitados. Cada frase sobre o quanto Ricardo era "dedicado à ex" parecia acertar Luana em cheio, mesmo que ela tentasse manter o semblante sereno.

Ricardo, por sua vez, não negou nada. Apenas a olhou por um breve instante, o olhar intenso e contido, depois pousou a taça sobre a mesa e comentou em tom calmo:

— Quando houver boas notícias, prometo avisar a todos pessoalmente.

O salão explodiu em risadas e felicitações antecipadas.

Luana aproveitou o momento de distração para se afastar, mantendo a elegância de sempre. Vinícius percebeu o afastamento e a seguiu de modo discreto, inclinando-se levemente para perto antes de murmurar:

— Está tudo bem?

— Está sim. — Respondeu ela com um sorriso leve. — Só não me sinto à vontade com tanta gente junta.

Bernardo surgiu logo em seguida, equilibrando um pratinho nas mãos. Aproximou-se com um sorriso descontraído e disse num tom quase carinhoso, estendendo o doce para ela:

Deixou a sobremesa pela metade e escapou antes que o ambiente ficasse insuportável.

O corredor estava silencioso, as luzes amareladas refletindo no piso polido. Ela passou diante da sala de descanso do salão e mal teve tempo de reagir quando uma mão firme agarrou seu braço e a puxou para dentro.

O susto fez seu coração disparar. Em um instante, seu corpo foi virado e encostado contra a porta. O perfume amadeirado, o toque firme, o calor da proximidade...

Ricardo riu baixo, a voz rouca e provocante lhe roçando o ouvido ao murmurar:

— Está com tanta pressa assim para arrumar outro homem?

Luana travou, os olhos faiscando.

— O que faço ou deixo de fazer não tem nada a ver com você!

— Ah, não? Vai me dizer que quer manchar o nome da família Ferraz outra vez?

Ela respirou fundo, irritada.

— A gente vive um casamento de fachada. Fora as pessoas da família Ferraz e alguns poucos próximos, ninguém aqui sabe disso. Então não inventa drama.

— Continua. — Murmurou ele, roçando o nariz na pele do pescoço dela, a voz grave e arrastada. — Vai que eu acredito.

Luana o empurrou com força.

— Ricardo, você enlouqueceu?

Mas ele não recuou. Prendeu o rosto dela entre as mãos, o toque quente e firme, e a beijou de repente, sem aviso.

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