Luana ficou em silêncio por um momento antes de acenar finalmente com a cabeça.
— Pode me levar até lá.
O garçom a conduziu até o segundo andar do restaurante. Bernardo estava sentado numa mesa próxima à janela, e daquele ângulo privilegiado, ele realmente conseguia ver tudo o que acontecia lá embaixo.
Depois que o garçom recebeu a gorjeta e se retirou discretamente, Bernardo olhou para ela com o mesmo sorriso gentil de sempre no rosto.
— Quer beber alguma coisa? O chá daqui é excelente. Você deveria experimentar.
— Obrigada, mas não precisa. — Luana se sentou na cadeira em frente a ele, a atitude visivelmente mais formal e distante do que costumava ser. — Não quero beber nada.
Ele baixou os olhos e começou:
— Sei que você está magoada comigo, mas ainda assim preciso te dizer, me desculpe. Falhei com você e também com sua mãe.
Ela contraiu levemente as pálpebras antes de erguer o olhar na direção dele.
— Já passou.
Ela pronunciou essas palavras com uma calma perturbadora, como se realmente tivesse feito as pazes com o passado. Mas ele sabia que não era verdade.
— Luana, deixa eu te contar uma história.
Bernardo apertou a xícara de chá entre as mãos e começou a narrar, usando as letras A e B para descrever dois camaradas que haviam passado por dificuldades juntos. Eles não eram irmãos de sangue, mas a amizade que compartilhavam era mais forte do que laços familiares.
No começo, A vinha de uma família extremamente importante e poderosa, mas nunca menosprezou B por causa disso. Aos olhos de B, A não tinha nenhum daqueles defeitos típicos de herdeiros mimados. Pelo contrário, era educado, corajoso e responsável.
Os dois se tornaram confidentes inseparáveis, amigos que confiavam um no outro completamente. A se tornou a pessoa em quem B mais confiava no mundo.
B tinha uma irmã que secretamente se apaixonou por A, e ele também tinha sentimentos por ela. Mas a irmã sempre teve receio pela posição social dele, com medo de que aquilo não desse certo. Mesmo assim, A prometeu que convenceria a família e se casaria com ela.

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