Na manhã seguinte, na sede do Grupo Ferraz.
Fernanda entrou no escritório com uma xícara de café nas mãos, pronta para entregar alguns relatórios, mas estacou no lugar ao notar uma cena incomum.
Ricardo já estava lá, concentrado nos documentos sobre a mesa. Pega de surpresa, ela escondeu o copo de café atrás das costas por puro instinto.
"Será que o mundo está virado do avesso? São apenas oito da manhã e ele nunca pisa na empresa antes das dez.", pensou ela, ainda processando o choque de ver o chefe trabalhando tão cedo.
Ricardo assinou a última página com um traço firme, fechou a pasta e ergueu o olhar.
— Vou precisar sair às nove horas. Deixo o restante dos assuntos da manhã nas suas mãos para resolver.
Ela piscou, um pouco confusa com a mudança de rotina.
— Mas o senhor José não tinha marcado uma reunião para o período da tarde?
— Não vou me encontrar com ele. — Respondeu Ricardo, tampando a caneta-tinteiro com um cuidado excessivo. Havia um traço de alegria quase imperceptível no canto dos seus olhos. — A Luana me convidou para sair.
— Ah, entendi. Sendo assim, tudo bem.
Fernanda ficou sem palavras, compreendendo o motivo de tanta pressa. Fazia sentido ele ter madrugado para adiantar o trabalho, já que estava correndo para um encontro. O que a deixava perplexa era o fato de Luana ter tomado a iniciativa, ainda mais considerando que os dois estavam divorciados.
Na lembrança de Fernanda, a ex-esposa do chefe nunca foi do tipo que dava o primeiro passo. De qualquer forma, achou melhor guardar esses pensamentos para si mesma e não se intrometer.
Às nove em ponto, Ricardo estacionou o carro em frente à residência da família Freitas.
Assim que o motor silenciou, uma silhueta elegante surgiu pela janela. Luana estava deslumbrante, vestindo um vestido de linho azul-marinho que delineava sua cintura e caía com leveza, perfeito para o clima quente que antecedia o Carnaval. Nos pés, usava sandálias finas que combinavam com a maquiagem suave e os cabelos escuros e ondulados soltos sobre os ombros. Ela irradiava uma beleza vibrante e cheia de vida, algo que ele já admirava há muito tempo.
Ricardo desceu do carro para recebê-la.
Na pressa de ir ao seu encontro, Luana acabou escorregando nas pedras portuguesas da calçada, que ainda estavam úmidas. Movido pelo instinto, Ricardo estendeu os braços e a segurou com firmeza antes que ela caísse. A brisa morna da manhã bagunçou os fios que ela havia levado tanto tempo para arrumar.
— Ah, não! Já bagunçou tudo de novo! — Resmungou ela, tentando ajeitar o cabelo com as mãos.
— Não está bagunçado. — Disse Ricardo, com a voz suave. Ele ergueu a mão e colocou uma mecha rebelde atrás da orelha dela. — Você está linda.
— E o que mais seria? — Retrucou Luana, percebendo a gafe logo em seguida e mudando o tom. — Nós quase nunca saímos juntos para um encontro de verdade. Vai me proibir de tirar umas fotos para guardar de lembrança?
Havia um toque de mágoa e cobrança na voz dela. Ricardo abaixou os olhos, em silêncio.
Era verdade. Durante todos os anos em que estiveram juntos, ele mal havia tirado tempo para passear com ela daquela forma.
— Prometo que, daqui para frente, vou te acompanhar em todos os passeios que você quiser. — Respondeu ele, com sinceridade.
Caminhando mais um pouco, chegaram em frente a uma das igrejas mais antigas e tradicionais da cidade. O pátio estava cheio de fiéis e turistas. Luana sentiu o coração bater mais forte ao ver a movimentação e puxou Ricardo pela manga da camisa.
— Vem, vamos dar uma olhada lá dentro!
O lugar cheirava a incenso e cera de velas. No gradil que cercava o pátio principal, milhares de fitinhas coloridas balançavam ao vento. Eram as famosas fitas de pedidos, onde as pessoas davam três nós e faziam seus desejos em silêncio. Algumas pediam prosperidade financeira, outras rezavam por um grande amor, e havia quem pedisse a bênção de um filho.
Ricardo fixou o olhar em uma fita vermelha onde alguém havia escrito um pedido de união eterna. Ele nunca foi um homem de fé ou superstições, mas, naquele momento, sentiu uma vontade inexplicável de acreditar naquilo. O seu único desejo era ter uma vida plena ao lado da mulher que amava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...