A viagem silenciosa terminou de forma abrupta quando o motorista da van pisou no freio, estacionando o veículo no acostamento de uma estrada de terra escura.
Ao olhar pela janela, o motorista do Grupo Ferraz sentiu um calafrio correr pela espinha, pois o lugar parecia deserto, sem qualquer sinal de civilização ou de uma oficina mecânica legítima.
Sem dizer uma única palavra, o casal de meia-idade desceu da van e caminhou em direção à escuridão, deixando os visitantes para trás.
Desconfiado, o motorista do sedã importado tateou o cinto de segurança para destravá-lo, com a intenção de ir atrás deles. No entanto, antes que pudesse abrir a porta, ele viu o casal retornar pelo retrovisor, mas dessa vez não estavam sozinhos.
Uma multidão de moradores locais, com rostos tomados pela raiva e empunhando enxadas, foices e facões de cortar cana, cercou os dois veículos rapidamente. Mesmo Sebastião, que viajava no banco traseiro do sedã e já tinha enfrentado inúmeras situações de risco ao longo da vida, ficou sem reação diante daquela emboscada hostil.
O motorista do Grupo Ferraz, tomado pelo pânico, jogou-se para o banco da frente e travou as portas do carro às pressas, mas o som violento de um pedaço de pau batendo contra o vidro lateral o fez pular de susto.
— Saiam do carro agora, seus malditos! Sumam da nossa terra! — Gritou um dos homens na liderança do grupo, golpeando a lataria com força.
O sedã de luxo que vinha logo atrás, rebocado pela van, sofreu o mesmo ataque implacável. Os vidros temperados não resistiram à violência dos golpes e começaram a estilhaçar, abrindo rachaduras profundas que ameaçavam ceder a qualquer momento. O segurança, observando através das frestas do vidro quebrado aqueles rostos distorcidos pelo puro ódio, sentiu o suor frio escorrer pela testa e se virou para trás, buscando uma orientação.
— Sebastião, essa gente enlouqueceu de vez! O que a gente faz? — Perguntou ele, com a voz embargada pelo medo.
— Destranque as portas agora. — Ordenou Sebastião, mantendo a voz firme e controlada enquanto girava o pescoço de um lado para o outro, estalando as articulações para se preparar para o pior.
O segurança hesitou por um segundo, perplexo com a ordem.
— Mas chefe, se a gente descer agora, eles vão linchar a gente!
— Eu mandei abrir a porta, não discuta comigo e faça o que eu estou dizendo. — Insistiu Sebastião, empurrando a porta do carro assim que ouviu o estalo das travas elétricas e descendo sem demonstrar qualquer hesitação diante da multidão enfurecida.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...