Os moradores do vilarejo se entreolharam, desconfiados, até que um senhor de idade avançada deu um passo à frente, com as mãos trêmulas apoiadas em um cajado de madeira.
— Eram uns rapazes novos, cheios de tatuagens pelo corpo e com cara de poucos amigos. Pareciam bandidos da pior espécie, daqueles que não têm pena de ninguém. — Relatou o idoso, com a voz trêmula.
Sebastião soltou uma risada sarcástica, balançando a cabeça.
— E só porque eles disseram que trabalhavam para a Sinar Medical, vocês acreditaram sem questionar? Por acaso ninguém pensou em chamar a polícia?
— Chamar a polícia? — Retrucou Hélio, com um tom carregado de amargura. — Se a polícia resolvesse alguma coisa para quem é pobre, a gente não estaria passando por isso. Somos só trabalhadores da roça, não temos dinheiro nem influência para brigar com gente poderosa como vocês!
— É isso mesmo! O filho do Hélio morreu por causa desse remédio e a notícia saiu até na televisão, mas de que adiantou? Ninguém foi preso e os capangas de vocês ainda foram lá humilhar a família no momento mais doloroso de todos! — Gritou outro morador, inflamando novamente a multidão.
Enquanto os gritos recomeçavam, a mente de Sebastião trabalhava em alta velocidade, conectando as peças daquele quebra-cabeça complexo.
Em poucos segundos, ele compreendeu toda a situação. Alguém havia planejado aquele cenário para incriminar a Sinar Medical, utilizando a dor de um casal que perdeu o filho para colocar toda a comunidade local contra a empresa. Era uma armadilha perfeitamente orquestrada para destruí-los.
"Esses desgraçados passaram de todos os limites!", pensou Sebastião, sentindo a raiva subir pela garganta. Ele respirou fundo e começou a falar, usando um tom de voz ainda mais alto e agressivo do que o dos próprios camponeses.
— Vocês estão sendo usados por um bando de covardes que não respeitam nem a memória de uma criança morta! Esses criminosos transformaram a maldade em um negócio lucrativo e vocês acham mesmo que eles fariam algo tão amador quanto quebrar um velório e deixar o próprio nome registrado para a polícia investigar?
Ele deu um passo firme em direção à multidão, fazendo com que os homens que seguravam as enxadas recuassem involuntariamente, intimidados pelo seu ímpeto.
— Vocês acham que eles queriam apenas vandalizar o velório? Não! Eles queriam destruir o pouco de dignidade que sobrou para vocês, e o pior de tudo é que vocês caíram na conversa deles como patinhos! Vocês se acham os justiceiros da região só porque estão armados com facões, mas são incapazes de enxergar o que está bem debaixo dos seus narizes. Se vocês tivessem um pingo de inteligência, perceberiam que estão servindo de marionetes para os verdadeiros assassinos!
A multidão silenciou, absorvendo o impacto daquelas palavras duras. Sebastião continuou, apontando o dedo para os rostos mais exaltados.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...