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A Tentação do Segundo Casamento romance Capítulo 33

— Erasmo, durante todos esses anos no exterior, você conseguiu conquistar a pessoa que amava?

Naquela época, Erasmo estava no auge de seu crescimento dentro da Família Alves, e a sua ida repentina para o exterior foi um golpe duríssimo no seu controle sobre os negócios familiares.

Contudo, em nome do verdadeiro amor, ele decidiu partir de qualquer forma.

Cinco anos haviam se passado, e ela se perguntava se ele havia conseguido o coração de sua amada.

— Pessoa que eu amava? — Erasmo franziu o cenho.

Como ela não sabia que ele tinha ido para o exterior para correr atrás de um grande amor?

— É, ué! Em cinco anos, com o seu charme e a sua capacidade, não me diga que você ainda não conseguiu conquistá-la? — Clarice assentiu.

Ao ver o rosto de Clarice cheio de preocupação, misturada com uma ponta de curiosidade, Erasmo sentiu um nó se formar no peito.

O motivo de sua viagem fora, sim, uma pessoa amada, mas tudo por causa de certa mulher idiota.

Erasmo suspirou impotente em seu íntimo, mas ao mesmo tempo com vontade de ranger os dentes.

— E quem foi que te disse que eu fui para o exterior para perseguir um amor?

— E não foi isso? — indagou Clarice, confusa.

Naquela época, todos da Família Alves haviam lhe contado a mesma história.

Ao perceber a completa perplexidade de Clarice, mordiscando suavemente os lábios rosados com os dentes perfeitos.

Os olhos de Erasmo escureceram, e ele fixou o olhar intensamente naqueles lábios sedutores.

Instintivamente, ele se aproximou, apoiando os braços nos corrimãos da escada e prendendo Clarice entre eles.

— Então, Clarice espera que eu tenha tido sucesso na minha conquista? — A voz de Erasmo saiu rouca, como se ele estivesse se controlando com dificuldade.

O seu tom grave e agradável carregava uma nota hipnotizante.

Clarice levantou a cabeça instintivamente, e seus olhos brilhantes e umedecidos encontraram-se com as íris escuras e profundamente afetuosas dele.

Eles estavam muito próximos, e o aroma agradável do sabonete de Erasmo flutuava sutilmente perto do nariz de Clarice.

Seu coração falhou uma batida sem motivo algum, e os dedos que seguravam o corrimão apertaram-se num gesto involuntário.

Meu Deus, ela só podia estar ficando doente da cabeça.

Um funcionário os atendeu com enorme polidez e respeito. Erasmo assentiu e estendeu a mão, puxando Clarice gentilmente para entrarem juntos.

A porta do escritório se abriu, revelando um ambiente decorado de forma simples, mas que não perdia o toque de puro luxo.

Aquele detalhe, aliás, combinava perfeitamente com a personalidade de Erasmo.

— Quanto tempo! Se não fosse pelo seu número exclusivo, eu acharia que você estava tentando me enganar.

— Quando você voltou? Por que não avisou com antecedência?

Os dois homens, igualmente notáveis, trocaram um leve abraço. Erasmo abriu um sorriso discreto.

— Faz apenas alguns dias. Não vim te ver agora?

— Tudo bem, eu não ousaria exigir tanto do seu precioso tempo.

Enquanto falava, Leandro lançou um olhar pelo canto dos olhos para Clarice, exibindo um sorriso cheio de segundas intenções.

— E quem é ela?

— Olá, Sr. Neves, meu nome é Clarice. — Clarice estendeu a mão, exibindo um sorriso deslumbrante.

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