A cena saiu de controle instantaneamente.
Fátima chegou apressada ao ouvir o tumulto. Ao deparar-se com aquele espetáculo grotesco, perdeu o fôlego, revirou os olhos e desmaiou na hora.
O caos instalou-se em definitivo.
Enquanto isso, os quatro que ainda estavam conscientes, escondidos dentro do guarda-roupa, observavam tudo pelas frestas.
O coração de Clarice estava a ponto de sair pela boca; suas palmas suavam frio.
Percebendo sua tensão, Erasmo passou o braço em volta de seus ombros.
Ele apertou-a com firmeza, transmitindo conforto sem dizer uma palavra.
Clarice levantou o olhar e deparou-se com os olhos risonhos dele.
Naquele instante, seu coração se acalmou. Ela retribuiu o sorriso e, seguindo o próprio instinto, encostou a cabeça no ombro de Erasmo.
E relaxou por completo.
Kátia, espremida em um dos cantos do guarda-roupa, inclinou a cabeça por curiosidade para espiar.
Aquela era a dona do coração do Sr. Alves?
Enquanto o problema no quarto não fosse resolvido, eles não poderiam sair.
A algazarra continuava lá fora. De repente, Clarice sentiu uma onda de calor familiar percorrer o seu corpo.
Praguejou internamente. Maldito Orlando! Que tipo de droga ele havia usado? Mesmo após tomar o antídoto, o efeito estava voltando com força.
O calor dentro do corpo só aumentava, queimando cada vez mais. Erasmo logo percebeu o que estava acontecendo.
— O que você tem?
— Orlando me dopou. Eu já tomei um antídoto, mas não imaginei que faria efeito de novo. — explicou Clarice.
Ela não esperava que a substância fosse tão forte.
Erasmo lançou um olhar para Luan, que de imediato sacou o celular para resolver a situação à distância.
Cinco minutos depois, não havia mais uma única alma no quarto. A rapidez com que o lugar foi evacuado era espantosa.
Kátia piscou várias vezes, com a mente cheia de dúvidas.
Se era possível resolver tão rápido, por que diabos ficaram entocados naquele guarda-roupa por tanto tempo?


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