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A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite romance Capítulo 139

"Lorena"

A adrenalina do jantar ainda corria nas minhas veias quando o Érick segurou a minha mão e me guiou até o pé da escada. Eu sabia que a Adelaide ainda estava a espreita, tentando ouvir mais alguma coisa que pudesse usar contra mim, enquanto o Érick me olhava como uma força dominante que poderia me consumir e eu... eu não queria carinho, não queria proteção.

Eu queria o tipo de posse voraz que faz a pele arder de desejo e os freios serem soltos, eu queria queimar no corpo dele. Então eu decidi dar a todos o que queriam e puxei o Érick para o corredor do seu escritório. Ele me olhou desconfiado mas não perguntou, apenas me deixou levá-lo.

Assim que entramos eu girei a chave para trancar a porta. Eu não era mais a babá acuada que pedia permissão para existir. Aquela guerra que tinha sido travada me deu garras e dentes, e o desejo que eu sentia pelo Érick naquele momento era visceral e profano. O Érick se aproximou, seus olhos escurecendo, suas mãos segurando a minha cintura.

- Lô... - Ele sussurrou carinhosamente.

- Hoje não, Bicho-papão! Hoje não tem "Lô" e não tem "fada", Albelini. - Eu sussurrei, puxando sua gravata com força, obrigando-o a baixar o rosto até o meu quase colando os nossos lábios. - Hoje é só o fogo que você finge que não vê em mim. Hoje eu sou só a mulher inadequada que você fode com força e muito tesão.

Eu fechei o espaço entre nós, meus lábios encontrando os dele, num beijo profundo. Minha língua invadiu a sua boca e explorava cada canto dela enquanto eu usava a gravata para dominá-lo e os seus dedos tocavam o meu rosto. Eu o conduzi até a poltrona de couro perto do sofá, empurrando-o com uma força que ele não esperava. Ele caiu sentado, as pernas abertas, me observando com uma mistura de choque e desejo.

Eu me despi, mas não tive delicadeza ao puxar o vestido e arrancá-lo do meu corpo o atirando em qualquer lugar. Eu me libertei do vestido com a agressividade de quem arranca algo que está lhe incomodando e fiquei diante dele apenas com a renda azul.

- Lorena... - Ele engoliu em seco.

- Você quer se perder no meu corpo? - Eu sussurrei, encostando meus lábios no lóbulo da orelha dele, o sentindo estremecer. - Então se entregue, faça o que eu quero, como eu quero. Seja meu, Albelini, do meu jeito.

Eu não esperei que ele me tocasse. Eu o montei, prendendo seus pulsos nas laterais da poltrona com minhas mãos pequenas, mas firmes. E eu me movi sobre ele, sentindo a extensão do seu pau duro sob a calça, como se implorasse para ser libertado. Eu dei um sorriso malicioso para ele e mergulhei na sua boca outra vez.

Eu não beijei a sua boca. Eu mordi seu lábio inferior e depois o chupei como se estivesse possuída por um desejo que me deixava fora de controle. Meus lábios desceram pelo seu pescoço, sugando a pele com uma voracidade que deixaria marcas impossíveis de esconder, marcas que gritariam para quem quisesse ver que o Bicho-Papão tinha uma dona. Marcas que diriam àquele Conselho de merda que aquele homem pertencia a mim, não a eles.

Eu soltei as mãos dele, meus quadris se movendo como se acompanhassem a batida frenética de uma música. Ele pousou as mãos nas minhas coxas e apertou, suas digitais apareceriam no roxo que ficaria ali e esse pensamento me fez sorrir em seu pescoço.

Rapidamente eu desfiz três botões da sua camisa, mas não era rápido o suficiente, então eu puxei o tecido com força, fazendo os outros botões cederem a minha vontade. Eu continuei lambendo e sugando a sua pele até alcançar os seus mamilos e os mordisquei e lambi. Ele soltou um gemido gutural.

- Lorena... - As mãos dele alcaçaram o meu sutiã e desfizeram o fecho. A peça caiu nos meus braços, expondo meus seios.

- Eu não mandei você se mover, Albelini. - Eu falei com a voz autoritária, me ergui e tirei o sutiã solto o jogando de lado.

Meus seios estavam diante dos olhos dele e ele passou a ponta da língua nos lábios.

- Isso, Albelini, me fode gostoso. - Eu pedi, mas as palavras saíram da minha boca como uma ordem.

- Lorena, você é a minha perdição! - Ele respondeu erguendo os quadris em direção aos meus e finalmente segurando a minha cintura para me estabilizar, enquanto o som dos nossos corpos se chocando ecoava pelo cômodo. - Porra, mulher, como você esconde todo esse fogo?

- É só pra você, Albelini. O meu corpo é só pra você. - Eu soprei em seu ouvido com um sorriso.

- Gostosa demais! Isso, Lorena, toma o que é seu.

No momento em que ele finalmente explodiu, Érick gritou o meu nome como se fosse uma prece desesperada e me levou com ele, me fazendo desmanchar ao seu redor. Eu o mantive preso a mim, sentindo cada espasmo, saboreando a entrega total do homem que todos temiam.

Eu me afastei devagar, ainda ofegante, olhando-o de cima. Ele parecia devastado, no melhor sentido da palavra. O terno caro estava em ruínas, os cabelos bagunçados e o olhar... o olhar era de quem tinha acabado de descobrir que a mulher que ele amava era muito mais do que um rostinho bonito e um "sim, senhor".

- Você vai me matar, Srta. Valente. E escandalizar toda a sociedade se me foder desse jeito no banheiro durante o jantar do Conselho. - Ele murmurou, a voz rouca e quebrada.

- Já está fazendo pedidos a fada? - Eu perguntei com um sorriso. - Ela costuma atender desejos. - Eu respondi, passando os dedos pelo seu cabelo bagunçado. - E se eu matar, Albelini, eu te ressuscito.

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