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A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite romance Capítulo 140

"Érick"

Eu acordei sentindo cada músculo do meu corpo cobrar o preço da noite anterior. A Lorena não tinha apenas me possuído de um jeito primitivo, ela tinha me marcado como território conquistado. Ao passar a mão pelo pescoço, eu senti o relevo das marcas que ela deixou, marcas que estavam espalhadas por todo o meu corpo e um sorriso involuntário surgiu no meu rosto. Eu era um homem devastado, e nunca me senti tão poderoso. Aquela mulher podia me dar o céu e o inferno.

A Lorena já havia se levantado e como ela conseguiu sair da cama tão cedo depois de foder o meu juízo e o meu corpo de muitas maneiras diferentes e em vários cantos daquele escritório, eu não sabia.

Eu desci para o café da manhã ainda abotoando os punhos da camisa, mas decidi deixar o colarinho aberto para ostentar as minhas marcas de posse. Se a Adelaide queria um escândalo, eu daria um banquete a ela.

Ao entrar na sala de jantar, eu parei no portal. O cenário era digno de uma pintura surrealista. A Lorena estava sentada à cabeceira da mesa, no meu lugar, usando apenas um biquíni minúsculo turquesa e uma canga de seda amarrada frouxamente na cintura. À sua esquerda a Marcelina ria, não mais vestida do que a minha mulher, mas o seu biquini era de um verde lima extravagante. Os óculos escuros estavam sobre a mesa e elas conversavam como se estivessem em uma praia em Ibiza, e não no meio da disputa pelo império Albelini.

- Meu amor, você acordou! - A Lorena se levantou e veio até mim, passando os braços no meu pescoço e ficando na ponta dos pés para me beijar.

- Fada... como você quer que eu vá trabalhar e deixe você aqui vestida assim? - Eu perguntei a segurando pela cintura. - Se bem que você nem está vestida.

- Não seja bobo! Você vai trabalhar normalmente, só vai ficar pensando no meu corpo naquela piscina e depois estendida na espreguiçadeira... - Ela estava me provocando descaradamente.

- Continua e a única coisa que você vai aproveitar é o meu corpo sobre o seu na nossa cama. - Eu grunhi no seu ouvido.

- Não é má ideia. - A Lorena me respondeu com um beijo no meu pescoço.

- Ei, vocês dois, eu estou aqui! - A Marcelina chamou a nossa atenção com um sorriso de quem estava se divertindo com a cena.

- Bom dia, Marcelina. Dormiu bem? - Eu perguntei com um sorriso.

Eu dei um beijo na cabeça da Lorena e a soltei para me sentar no lugar que ela geralmente ocupava, mas ela me puxou, me fez sentar no meu lugar de sempre e se sentou no meu colo com uma naturalidade que me impressionou.

- Vou alimentar você, Albelini. Você gastou muita energia na noite passada. - A Lorena avisou, enchendo a taça de suco de laranja e levando a minha boca.

- Ah, tão fofinhos! - A Marcelina riu, mas então estreitou os olhos como se quisesse ver melhor, se levantou e ergueu o meu queixo com um dedo. - Albelini, olha esse pescoço! Lô, minha amiga, você deu um chá nesse homem daqueles que não se esquece!

E nesse momento a Adelaide entrou, carregando uma bandeja de prata com frutas. O som do metal batendo no aparador foi o sinal de que o choque dela tinha atingido o nível crítico. Ela alternava o olhar entre as coxas expostas da Marcelina, a Lorena sentada no meu colo e o meu pescoço, onde as manchas roxas eram impossíveis de ignorar.

- É, Marcelina, sua amiga me pegou de jeito. Sorte sua que foi no escritório ou você não teria dormido e estaria com olheiras como a Adelaide. - Eu comentei com um meio sorriso e a Marcelina deu aquela gargalhada alta e contagiante.

- Tem razão, amor... você não dormiu bem, Adelaide? Deveria ter tomado um leite morno com canela, sempre ajuda. - A Lorena falou com a voz doce e um sorriso meigo, mas ela sabia exatamente o que tinha tirado o sono da Adelaide.

- São chupões, Baby, conhecidos também como mordida do amor. - A Marcelina riu e deu uma olhadinha para a Adelaide ainda paralisada perto da mesa. - A Lô deu uma canseira no gostosão essa noite. Olha, ele e a Adelaide estão com olheiras. Adelaide, deu pra ouvir esses dois lá do seu quarto? Você podia ter ido dormir comigo, era só não se importar que eu durmo sem roupa.

- Sem roupa, tentação? Eu não me importo nem um pouquinho. - O Andrey sorriu para a Mercelina. - E você deveria pedir a Lolô aquele corretivo mágico dela emprestado, Albelini.

- De jeito nenhum, Andrey, eu vou exibir a minha felicidade diante de todo aquele Conselho puritano. - Eu respondi.

- OOOH! - A Adelaide quase gritou e se retirou batendo os pés e a porta.

E assim que a porta se fechou nós começamos a rir. O plano estava funcionando melhor do que o esperado. Ela não levaria apenas a fofoca do "ex marido" para o Simão, ela levaria a imagem de uma mansão em plena orgia moral.

- A Adelaide vai dizer que vocês duas estão convertendo a minha casa em um antro de pecado.

- Ah, Albelini, esse pecado é muito melhor que a virtude. - O Andrey olhou para a Marcelina de forma cobiçosa.

- Felino, foco! E tira os olhos da minha Baby. Nós temos o primeiro relatório do detetive. - O Julian tentou retomar a autoridade, mas os olhos dele não conseguiam subir acima do decote do biquíni da Marcelina.

- Então... - A Lorena começou enquanto colocava um pedaço de omelete na minha boca, com aquele brilho de quem sabia exatamente o que estava fazendo. - O que o detetive encontrou no submundo do nosso querido Conselho?

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