"Lorena"
Érick Albelini não beijava de forma gentil, ele tomava posse. O beijo não era um pedido, era uma reivindicação. No momento em que suas mãos se enroscaram no meu cabelo, puxando minha cabeça para trás com uma força possessiva, eu soube que a babá doce tinha acabado de virar pó. Se por algum momento eu pensei em me manter fora do alcance dele, esse pensamento já não existia.
Eu soltei um gemido contra a sua boca, um som que era metade surpresa e metade puro desejo acumulado. Eu queria aquele beijo como alguém perdido no deserto queria água. A língua dele invadiu a minha com uma urgência faminta, mapeando cada canto, reivindicando um território que eu nem sabia que estava disposta a entregar. Ele tinha gosto de café forte e um perigo que me fazia querer queimar.
Minhas mãos, que deveriam estar me impulsionando para longe, agiram por conta própria. Elas subiram pelo peito da camisa dele, sentindo os músculos rígidos e o coração dele batendo tão descompassado quanto o meu. Eu o puxei para mais perto, querendo sentir cada centímetro daquele calor que me prometia a ruína. Ele estava me reivindicando, mas eu com certeza estava abrindo caminho para ele.
- Lorena... - Ele rosnou entre os nossos lábios, a voz tão rouca que vibrou direto no meu baixo ventre.
Ele me prensou contra a borda da mesa de mogno. Eu senti a madeira dura contra as minhas coxas, enquanto sentia o calor avassalador do corpo dele. O Érick soltou o meu cabelo para segurar a minha cintura, os dedos se enterrando em mim através do tecido do uniforme, puxando-me para cima, me colocando sobre a mesa para que eu ficasse na altura dele.
Eu abri as pernas instintivamente, permitindo que ele se encaixasse entre elas. Eu já não controlava o meu próprio corpo, era apenas uma massa de desejo e volúpia. Ele se encaixou em mim deliciosamente, me puxando contra o volume crescente e rígido em suas calças. A pressão do seu membro pronto para me possuir contra a minha intimidade, protegida apenas por finas camadas de tecido, me fez perder o fôlego.
Eu estava em chamas. O desejo disparando todas as terminações nervosas do meu corpo, a umidade se acumulando na minha calcinha como prova do que aquele homem me causava. Eu queria arrancar a roupa dele com a mesma ferocidade que a Scarlat dentro de mim fez naquele quarto de hotel, enquanto a Lorena tentava lembrar como se respirava.
O Érick desceu os beijos para o meu pescoço, mordiscando a pele sensível logo abaixo da minha orelha, exatamente onde o meu perfume de coco era mais evidente.
- Você me deixa louco com esse cheiro. - Ele sibilou, a respiração quente causando arrepios violentos pelo meu corpo. - Tão doce, tão recatada... e no entanto, você se reage a mim como se tivesse nascido para ser minha.
Ele subiu uma das mãos, desabotoando os dois primeiros botões do meu uniforme com uma agilidade que denunciava a sua pressa, como se não pudesse perder mais tempo. A palma da sua mão, grande e quente, encontrou a pele do meu colo, como se me marcasse ali com aquele toque, e deslizou para cima da renda do meu sutiã. Eu arqueei as costas, entregando-me totalmente ao toque. Eu praticamente implorava para ser dele.
- Érick... - Eu sussurrei o nome dele pela primeira vez, com a voz carregada de desejo e urgência.
- Diz de novo. Me chama pelo meu nome outra vez. - Ele ordenou, voltando a tomar minha boca com um beijo ainda mais profundo, mais úmido, mais desesperado. Nós dois já mal respirávamos, apenas queríamos nos afogar na boca um do outro. - Diz que você é minha, Lorena. Diz que nenhum outro homem chegou perto desse fogo que você esconde.
- Sim... sua, Érick! - Eu arfei. - Ninguém... nunca me tocou assim.
Eu mal tinha fechado a boca quando senti a mão dele abaixar a taça do meu sutiã e os dedos dele brincaram com o meu mamilo, me arrancando um gemido alto demais para o lugar onde estávamos. O sorriso confiante dele repuxou diretamente no meu baixo ventre e eu tinha certeza que eu não poderia ficar mais molhada.
Ele tornou a me beijar, seu indicador e o polegar rolando o meu mamilo e fazendo o meu corpo inteiro arder por ele. O mundo poderia acabar naquele escritório. A Adelaide poderia entrar, o Julian poderia bater na porta... eu não me importava. Eu só queria mais daquela entrega deliciosa que era pertencer a Érick Albelini.



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