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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 212

— Na nossa idade, já está todo mundo dizendo que é hora de se casar. Daqui a dois anos, a gente entra oficialmente para o time dos solteirões encalhados... Você nunca pensou em...

— Nunca. — Carolina a cortou. Baixou os olhos e esboçou um sorriso leve. — Sozinha, eu estou bem. Casamento não é o que faz uma vida ser completa.

Cláudio girou o volante de repente e encostou o carro na beira da rua.

Carolina virou o rosto para olhá-lo, surpresa.

A luz amarelada dos postes envolvia o carro numa claridade morna e difusa. O brilho atravessava os vidros e iluminava o interior, deixando a cabine mergulhada numa penumbra enevoada.

Cláudio apertava o volante com força, os dedos rígidos, como se juntasse toda a coragem que ainda tinha. Então se virou de repente para encará-la e falou com uma sinceridade quase aflita:

— Carolina... Eu ainda gosto muito de você. Você me daria uma chance?

O coração de Carolina não se abalou nem um pouco.

— A gente mal se reencontrou, e você já vem com isso, assim, de cara?

Cláudio abriu um sorriso amargo.

— Você sempre foi o amor que eu nunca consegui esquecer. Naquela época, não ter conseguido ficar com você foi o maior arrependimento da minha vida. Depois disso, eu me envolvi com outras mulheres... Mas, no fundo, acabava procurando nelas alguma coisa sua. Só que nenhuma era você. E por isso nunca dava certo.

Carolina ficou ainda mais sem jeito. Então tentou aliviar o clima com um tom de brincadeira:

— Nossa, você é bem cafajeste, hein? Dá até pena das outras que passaram pela sua vida.

— É porque eu gosto muito de você.

Carolina soltou uma risada curta, sem calor nenhum.

— O que a gente não consegue ter sempre parece mais irresistível. — Ela analisava tudo com a lucidez de quem enxergava a situação com clareza. — Se eu tivesse ficado com você naquela época, você não me veria desse jeito, como esse amor ideal. Muito provavelmente, eu teria terminado igual às suas ex.

— Você nem tentou. Como pode ter tanta certeza?

— E eu não quero tentar. Anda, dirige. É só virar ali na frente que a gente chega.

Cláudio apertou o volante e manteve os olhos na estrada.

— Carol, desta vez eu não vou desistir tão fácil. Eu vou conquistar você.

No mundo dos adultos, as coisas eram assim mesmo: diretas, sem rodeios. Carolina já não se incomodava mais.

Sem deixar espaço para ilusão, ela cortou:

— Faça como quiser. Só não me perturbe. Se passar dos limites, eu peço uma medida protetiva.

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