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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 298

— Não.

— Vá embora, Carolina. Eu não preciso da sua pena.

Carolina não disse mais nada. Deu meia-volta e saiu, levando nos passos uma solidão impossível de esconder.

No instante em que a porta se fechou, Henrique cobriu o rosto com a mão e puxou o ar fundo. Em seguida, manobrou a cadeira de rodas às pressas até o computador, abriu o sistema de câmeras da casa e começou a procurá-la entre as várias janelas na tela.

Foi então que a encontrou.

No canto do corredor, ao fim da passagem, a figura magra de Carolina aparecia agachada contra a parede, com os joelhos encolhidos junto ao peito e o rosto escondido entre os braços.

Henrique ampliou a imagem várias vezes.

Só então percebeu que o corpo frágil dela tremia.

Naquele momento, Carolina parecia um gatinho machucado, abandonado num canto, tentando se curar sozinho.

Henrique afastou as mãos da mesa e se recostou na cadeira. Ficou encarando a mulher na tela de vigilância, enquanto os olhos iam ficando vermelhos aos poucos.

Já era tarde da noite, e a casa inteira estava mergulhada em silêncio.

Depois de comer o mingau, Carolina arrumou a cozinha e voltou para o quarto.

O cômodo era um pouco menor que o de Henrique, mas também era aconchegante e decorado com bom gosto. Não faltava nada. Os itens de uso diário estavam todos ali, e até absorventes haviam sido separados com cuidado dentro do armário.

O quarto tinha de tudo.

Menos remédio.

Ela sofreu com a insônia. Passou a noite dormindo mal e, na manhã seguinte, não conseguiu acordar cedo.

Só despertou de verdade quando o celular apitou.

Carolina abriu os olhos de repente e esfregou a testa pesada. A mente ainda estava enevoada, confusa. Tateou a cama até encontrar o telefone e olhou as horas.

Já eram quase dez da manhã.

Que desastre.

Ela tinha ido para lá para cuidar de Henrique e, ainda assim, dormira até quase dez. Quem tinha preparado o café da manhã dele?

Carolina se levantou às pressas e olhou a notificação que acabara de chegar.

Bastou uma única mensagem do banco para fazê-la entrar em pânico.

O Grupo Nogueira Lima havia transferido duzentos mil reais para a conta dela.

Na descrição, constava uma única palavra: "Agradecimento."

Foi como levar um choque.

Ela era a advogada que representava os moradores. A outra parte depositar dinheiro na conta dela e ainda usar uma palavra daquelas só podia ser uma armação.

"Primeiro, o sumiço das provas. Agora isso.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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