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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 318

O olhar de Carolina ficou preso à mão de Henrique.

Desde que passara a morar ali, era a primeira vez que ele tomava a iniciativa de tocá-la. O gesto de envolver sua mão pequena na dele e acariciá-la de leve tinha algo de íntimo, delicado... Terno até demais.

A palma quente e firme dele parecia uma brasa viva, espalhando calor pela pele dela, atravessando-lhe o corpo inteiro até o fundo dos ossos.

Ela respondeu em voz baixa:

— O Cláudio só veio me cumprimentar. A gente não falou de mais nada.

Cláudio parou ao lado dos dois, com os olhos caindo direto sobre as mãos entrelaçadas.

— Falou, sim, de outra coisa. — Com uma das mãos no bolso, ele curvou os lábios num meio sorriso amargo. A voz saiu carregada de frustração. — Acabei de perguntar pra Carol se vocês voltaram, mas ela não me respondeu. Então responde você. Aí eu sei se ainda vale a pena continuar mandando flores.

— Não mande mais. — O olhar de Henrique escureceu. Seu tom continuava calmo, quase gentil, mas havia nele uma firmeza que não deixava espaço para contestação. — Daqui pra frente, vai ter que chamar ela de cunhada.

Carolina prendeu a respiração e se virou para encará-lo, atônita.

Ele estava dizendo aquilo de propósito, tomado pelo ciúme e pelo instinto de posse, só para provocar Cláudio?

Cláudio soltou uma risada seca, irritada, sem conseguir acreditar no que ouvira.

— Rick, aí você pegou pesado demais, não acha? Se vocês voltaram mesmo, eu nunca tomaria a mulher do meu amigo. Mas me fazer chamar ela de cunhada... Você... Você tá acabando comigo.

— Chamar ou não, isso é problema seu.

Depois de dizer isso, Henrique soltou a mão de Carolina e falou com suavidade:

— Carol, vamos. Vamos pra sala.

Chamando-a de Carol bem na frente de Cláudio, aquela doçura repentina pareceu menos carinho e mais um recado. Uma disputa silenciosa entre homens. Um jeito claro de marcar território.

— Tá bom.

Carolina já não sabia dizer se estava feliz. Ainda meio atordoada, saiu do transe, segurou as manoplas da cadeira de rodas e começou a empurrá-lo em direção à sala.

Cláudio, furioso, levou as duas mãos à cintura e abaixou a cabeça, respirando fundo enquanto encarava o chão.

Depois de alguns segundos, apressou o passo e foi atrás deles.

— Quando vocês se casarem no civil, aí eu chamo.

O contra-ataque de Cláudio foi certeiro. E cruel.

Aquelas palavras cravaram fundo no coração dos dois, como um espinho. Doeram e arderam ao mesmo tempo.

Era como se, enquanto a relação deles não tivesse um nome legítimo no papel, ele ainda acreditasse ter uma chance.

Quando entraram na sala, deram de cara com um amplo salão banhado pela luz vibrante da manhã, que atravessava as janelas e inundava o ambiente de claridade. O espaço era amplo, imponente, e os três longos sofás de madeira nobre já estavam ocupados.

Assim que Henrique apareceu, todos se levantaram ao mesmo tempo.

Havia amigos, colegas de trabalho e amigos de consideração. Quase todo o cômodo era ocupado por homens jovens, elegantes e de presença marcante.

Só havia uma mulher ali: Vitória, que tinha vindo com Leandro.

Enrico foi o primeiro a falar:

— Rick, seus amigos queriam vir te ver, então eu trouxe todo mundo. Não te avisei antes. Quis fazer uma surpresa.

Henrique sorriu, entendendo a boa intenção do irmão.

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