Lívia pegou depressa um lenço de papel e enxugou as lágrimas no canto dos olhos de Carolina.
— Cunhada, você precisa ser forte. — Ela murmurou baixinho. — Se você desabar, o Henrique desaba junto.
Henrique voltou para casa, tomou banho, guardou as pulseiras de esmeralda no cofre e só então cuidou de si mesmo. Arrumou-se, lavou o rosto e descansou um pouco.
Naquela noite, ao acordar, mandou uma mensagem para Lívia perguntando sobre Carolina. A resposta foi que ela havia dormido o tempo todo.
Henrique não foi ao hospital.
Foi à delegacia.
Queria saber o resultado da investigação sobre o envenenamento cometido por Sabrina.
A polícia informou que Sabrina continuava de boca fechada. De jeito nenhum admitia a existência de um mandante. Insistia que tudo havia sido uma ação individual.
O filho de Sabrina, que estava no exterior, havia recebido recentemente uma alta quantia em dinheiro. Como a movimentação financeira fora feita fora do país, era muito difícil rastrear quem havia realizado a transferência.
Quanto ao motorista que causara o acidente, continuava foragido. Não havia qualquer pista de seu paradeiro.
Além disso, André havia sido denunciado por três crimes. Mas ainda não havia provas suficientes de que ele tivesse drogado Carolina, muito menos de que houvesse alguém por trás de tudo lhe dando ordens.
Um por um, todos aqueles que haviam machucado Carolina tinham acabado na prisão.
Mesmo assim, o verdadeiro mandante por trás de tudo continuava escondido.
Por isso, Henrique não conseguia comer nem dormir em paz.
A noite caiu, e a cidade foi tomada pelo brilho intenso dos letreiros de neon.
Henrique dirigiu até a casa do tio Victor. A mansão, discreta e luxuosa, estava toda iluminada.
Assim que entrou, encontrou Victor em casa, aproveitando uma noite de folga.
Ao vê-lo chegar, Victor o recebeu com uma cortesia impecável.
— Rick, que surpresa você aparecer para me visitar. Venha, sente-se aqui.
— Tio.
Henrique cumprimentou Victor com um leve aceno, entrou e se sentou no sofá. Depois olhou ao redor.
— Meu primo está?
— Ainda não voltou para casa.
Victor servia café em xícaras pequenas sobre a mesa de centro, com uma calma quase calculada.
— Veio falar com ele sobre alguma coisa?
— Sim. Uma coisa pequena.
— Deve estar chegando. Espere mais um pouco.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...