Henrique apoiou a mão no chão, fazendo menção de se levantar, mas Carolina foi mais rápida. Aproximou-se depressa e o segurou pelo braço e pela cintura para ajudá-lo. Então ele se apoiou no ombro dela.
— A mediação acabou?
— Acabou. — Carolina o ajudou a se acomodar na cadeira de rodas. — Obrigada por tudo, Rick.
— Não foi nada. — Quando olhou para Tomás, havia um carinho tão genuíno em seus olhos que não deixava espaço para dúvida. — O Tomás é muito fofo.
Carolina virou o rosto para o menino e viu que ele já estava no colo de Larissa.
Fazia tempo que Leandro não via o filho, mas, ainda assim, não foi logo pegá-lo nos braços. Ficou apenas diante de Larissa, levemente inclinado, segurando a mãozinha de Tomás enquanto falava baixinho, com uma delicadeza quase cautelosa:
— Tomás, ficou feliz de ver o papai? Vamos pra casa com o papai, vamos?
Mas Tomás reagiu como se estivesse diante de um estranho. Virou o corpinho e se escondeu no ombro de Larissa, abraçando o pescoço dela com os bracinhos.
Ao ver aquilo, o coração de Carolina apertou de repente.
No fim das contas, a escolha de Larissa tinha sido certa ou errada?
Henrique perguntou em voz baixa:
— No que deu?
— Eles não vão mais se divorciar. — Respondeu Carolina, no mesmo tom.
Henrique voltou os olhos para Leandro. Viu o homem rondando Larissa sem parar, tentando de todo jeito chamar a atenção de Tomás. Aos poucos, o menino começou a interagir com ele. Ainda no colo da mãe, se virava de um lado para o outro, como se brincasse de esconde-esconde com o pai.
Então Henrique comentou, como se estivesse apenas lembrando de algo importante:
— Leandro, o Tomás está sendo muito bem cuidado. Já está com nove quilos e meio.
Leandro sorriu, satisfeito.
— Então esse gorducho já tá pesando tudo isso? Leite materno faz diferença mesmo.
Henrique soltou um suspiro discreto.
— Lari, vou lá dentro te ajudar com as malas. — Carolina então disse.
— Obrigada. — Respondeu Larissa, abraçando o filho antes de se sentar numa das cadeiras da sala.
Leandro também se sentou. Passou a perguntar a Henrique como estava a recuperação, e Henrique respondia aqui e ali, sem muita disposição para estender a conversa.
Pouco depois, Carolina voltou empurrando a mala. Leandro se levantou na mesma hora e tomou a bagagem da mão dela.
— Deixa que eu levo.
Larissa também se levantou, com Tomás no colo, e mais uma vez agradeceu a Carolina e Henrique:
— Obrigada por terem me acolhido esses dias.
Carolina balançou a cabeça, com um sorriso leve.
— Não precisa agradecer. Se precisar de qualquer coisa, me chama.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...