Na avenida movimentada, as luzes de néon e os faróis dos carros se misturavam, formando uma longa galáxia luminosa.
A cidade próspera brilhava sob a noite.
Dentro do carro, a temperatura estava agradável, e um leve aroma de lavanda pairava no ar. Henrique dirigia com atenção.
A luz lá fora atravessava a janela e caía sobre o rosto abatido de Carolina. Ela mantinha a cabeça apoiada de lado no banco de couro, olhando a paisagem urbana passar pela janela, perdida em pensamentos.
A voz gentil de Henrique quebrou o silêncio:
— Você bebeu?
— Um pouco. Não muito. — Carolina respondeu baixinho.
— Você não parece muito feliz. É por causa do André?
— Ele é irritante, sim, mas não a ponto de me deixar assim. É outra coisa.
— Então me conta. Não guarda isso sozinha.
Carolina ficou em silêncio por alguns segundos. Depois, virou o rosto para Henrique e perguntou, num tom cansado:
— Rick, eu vi o Leandro e a Vitória jantando juntos. Pelo que parecia, hoje era aniversário da filha da Vitória. Agora não sei se conto para a Lari ou não.
Henrique soltou um suspiro resignado.
— Leandro não dá o menor valor ao próprio casamento. Se você quiser contar, conte. Não precisa carregar esse peso.
— Mas… — Carolina franziu a testa. Seu coração estava pesado, dolorido demais. — Se eu contar, o Leandro vai dizer que fui eu que destruí a família dele. Que fui eu que joguei uma contra o outro. Ele me avisou para não contar nada à Lari. Disse que só sente pena daquela criança autista e que não existe nada impróprio entre ele e a Vitória. Eu realmente não quero acabar virando a culpada pelo divórcio deles.
— Você não é culpada. O culpado é o Leandro.
— Se eu não contar, a Lari não vai saber. E talvez pare de falar em divórcio.
— E isso te deixaria feliz?
— Não. Eu ia me sentir horrível.
Henrique segurava o volante com calma e firmeza.
— Carol, eu sou homem. Eu entendo a cabeça de um homem. Leandro não sente pena daquela criança. Ele só não consegue largar o passado. Não consegue se desligar da ex. Às vezes, uma traição emocional assusta mais do que uma traição física.
— Tá. Eu entendi.
Carolina pegou o celular e mandou uma mensagem para Leandro.
[Vou te dar três dias. Conte você mesmo a verdade para a Lari. Caso contrário, eu conto que você e a Vitória estavam se encontrando naquele restaurante reservado.]
Depois de enviar a mensagem, Carolina virou o rosto e observou o perfil bonito e elegante de Henrique.
Sentia que devia demais a Henrique. Muito mais do que um dia seria capaz de retribuir.
Quando voltaram ao C&H, já era tarde da noite.
Carolina tomou banho, secou o cabelo e saiu do banheiro usando uma camisola sensual.
Henrique vestia um pijama preto e estava sentado na poltrona de descanso. Com os cotovelos apoiados nos joelhos e o corpo levemente inclinado para a frente, olhava o celular com uma concentração incomum.
Ela se aproximou, sentou-se aos pés dele e inclinou a cabeça para espiar a tela, curiosa.
— O que você está vendo?
Do alto, o olhar de Henrique caiu sobre o rosto bonito e corado dela.
E também sobre o decote claro e generoso, que revelava uma paisagem sutil, tentadora demais para ser ignorada.
Carolina viu que a tela do celular dele estava cheia de dados que ela não entendia.
Devia ser coisa do trabalho.
Então ergueu o rosto.
Seu olhar encontrou os olhos ardentes de Henrique.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...