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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 40

Carolina esboçou um sorriso amargo. Hesitou por um bom tempo. Então deixou a romã sobre o banco de pedra, levantou-se e se preparou para ir embora.

— Carolina?

A voz masculina, surpresa, surgiu de repente.

Ela se virou.

Viu Antônio se aproximando, animado, com um cachorro na coleira.

O olhar de Carolina caiu imediatamente sobre o animal. Um Tosa Inu enorme, desajeitado, de aparência intimidadora. O coração dela disparou. Instintivamente, deu alguns passos para trás, tensa, assustada.

Antônio percebeu na hora. Sabia que ela tinha medo de cães. Ajustou a coleira, segurou o cachorro com firmeza e parou onde estava. Falou num tom exaltado, quase empolgado demais:

— Você veio me procurar, não veio?

— Não. — Respondeu Carolina, seca.

— A Larissa já se casou. Aqui nesse condomínio, além de mim, quem mais você conhece? — Antônio parecia cheio de si. Segurava a guia com uma mão, a outra enfiada no bolso do casaco. O olhar era provocador, o sorriso torto nos lábios. — Carolina, admite logo. Você veio atrás de mim.

Era ridículo.

E, ainda assim, ela não conseguiu rir.

Carolina não disse mais nada. Virou-se e seguiu em direção ao prédio onde morava.

A frieza constante de Carolina sempre fora algo que Antônio tolerava à força. Por muito tempo.

Ele sentia por ela uma mistura confusa de desejo e ressentimento. Gostava. E odiava ao mesmo tempo.

Antônio já tinha sido ignorado vezes demais. A raiva subiu de uma vez, sem aviso. Num impulso cruel, ele soltou a guia da mão e rosnou em voz baixa:

— Trovão, vai.

Trovão era um Tosa Inu, raça originária do Japão, conhecida como uma das mais ferozes do mundo, proibida de criação no país. Pouca gente reconhecia a raça e, exatamente por isso, ninguém denunciava. Sempre havia quem apostasse na sorte e criasse escondido.

Ao ouvir a ordem do dono, o cão entrou em frenesi.

O corpo enorme se tensionou e, num segundo, avançou com violência selvagem na direção de Carolina.

Carolina sempre teve pavor de cachorros. No instante em que o animal a atacou, o rosto perdeu toda a cor. O terror tomou conta dela por completo.

— Ah.

Ela foi derrubada no chão. O cachorro cravou os dentes na roupa dela e começou a arrastá-la. Carolina tremia sem controle, gritando em desespero:

— Socorro… Socorro…

O casaco estava preso na boca do animal, sendo rasgado e puxado com brutalidade.

Para ela, aquele Tosa Inu era simplesmente um pesadelo vivo.

Antônio observava a cena, parado.

A mulher que diante dele sempre fora fria, distante, bonita como uma deusa inalcançável, agora estava no chão, sendo humilhada, arrastada pelo próprio cachorro.

Capítulo 40 1

Capítulo 40 2

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