Um estrondo seco explodiu no ar.
Antes que alguém conseguisse entender o que estava acontecendo, o enorme cão que estava sobre Carolina foi atingido por um pedaço de madeira e arremessado a quase dois metros de distância.
A velocidade e a força do golpe deixaram todos paralisados, boquiabertos.
No exato instante em que o cachorro voava pelo ar, uma silhueta alta e vigorosa saltou por cima do corpo de Carolina e avançou direto contra o animal.
Caído no chão, o cão ainda se contorcia, espasmos desordenados atravessando o corpo.
O homem ergueu o braço.
O bastão desceu.
O pedaço de madeira, sólido e pesado, esmagou a cabeça do animal com brutalidade.
Uma vez.
Outra.
E mais outra.
O crânio se abriu. Massa cinzenta se espalhou. O sangue respingou pelo chão.
O cachorro enrijeceu. Esticou-se. Ficou imóvel.
Um suspiro coletivo, carregado de horror, percorreu o grupo.
Antônio foi o primeiro a reagir. Saiu do choque num sobressalto e correu para a frente. Ao ver o cão morto no chão, os olhos se avermelharam. Os dentes rangiam de ódio, os punhos cerrados tremiam sem controle.
— Para com isso. — Ele rugiu. — Quem você pensa que é para matar o meu Trovão?
Carolina tremia por inteiro. Com dificuldade, apoiou as mãos no chão e conseguiu se sentar lentamente.
As lágrimas embaçavam sua visão.
Através daquele véu de dor e medo, ela conseguiu distinguir apenas as costas do homem.
Então, sem conseguir se conter, soluçou.
O homem apoiou o bastão no chão e se ergueu devagar.
Suas costas eram largas e firmes, o corpo sólido, ereto, imponente.
Uma aura fria e opressiva se espalhou no ar, fazendo todos ao redor sentirem um aperto instintivo no peito.
O Tosa Inu que atacava pessoas por puro prazer estava morto. Ninguém ali sentiu pena. Pelo contrário, havia até certo alívio.
— Você teve coragem de matar o meu cachorro… — Antônio apontou, furioso, para as costas do homem. — Você está morto.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
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