"Eva"
Ao contrario da Gabriele, eu tive muito trabalho no escritório, mas fiquei intrigada porque a minha mãe havia me ligado para me contar que os meus irmãos haviam chegado do interior. Havia algo importante a ser resolvido na farmacêutica e eles vieram antes do previsto. Eu não queria vê-los tão cedo, mas eu também queria confrontá-los pelo que fizeram com a Gabriele, especialmente o Elias, e seria hoje.
- Tem certeza que você vai mexer nessa história, amorzinho? Depois de tanto tempo? A Gabi queria evitar que você brigasse com o seu irmão. - O José Miguel segurou a minha mão quando paramos em frente a minha casa.
- Não é justo que nem eu a defenda, José Miguel! E muito menos vou tolerar aqueles três bancando os santos sabendo que estão todos até o pescoço na lama.
- Tudo bem, eu estou com você!
Nós entramos em casa, o José Miguel foi gentil como sempre com a minha mãe e para minha surpresa ele conhecia o advogado Romeu, que estava presente e eu nem sabia que estaria, mas com certeza era por algum motivo da farmacêutica, já que até o Bóris estava lá. Mas quando o Elias apareceu na sala eu esqueci completamente que tinha visita em casa.
- Ah, o covarde hipócrita também veio! Está brigado com a sua esposa de novo, irmão? - Eu perguntei com a voz carregada de irritação.
- Esta de TPM, Eva? - O Elias me encarou com severidade.
- TPM? TPM porra nenhuma, Elias! Eu estou totalmente envergonhada pelo seu comportamento de... - eu parei por um momento - ...eu ia dizer de filho da puta, mas a coitada da minha mãe não tem culpa do cretino que você é! Como é aquela palavra bonita que você usa para definir homens filhos da puta, mãe?
- Eva, minha filha, dá uma controlada nos palavrões! Use a palavra leviano, querida, é mais educado e quer dizer a mesma coisa. Mas agora se acalme, por favor, vamos resolver tudo mais tarde, com calma, não diga nada que... - Minha mãe, ponderada como sempre, queria evitar o caos na casa, mas eu estava possuída de raiva.
- D. Marta, minha mãe, me desculpe, mas eu não vou controlar nada! Sabe o que o leviano do Elias fez? Ele enganou a Gabriele, mãe! Enquanto namorava aquela chata da mulher dele, ele vinha pra cá e ficava iludindo a Gabi. E quer saber o quê mais? Ainda casado ele fica atrás da Gabi, mas ela pelo menos tem caráter, porque quando descobriu o que esse cafajeste fazia, terminou com ele. Sabe o namorado que ela tinha e ninguém conhecia, mãe? Era esse puto, esse cretino! E você conhece a história, você viu como a Gabi sofreu.
- Como é que é, Elias? Depois de casado? - Eu ouvi a voz anasalada vindo do corredor e entendi porque a minha mãe queria que eu ficasse calada.
A chata esnobe da minha cunhada estava na nossa casa, o que era um grande acontecimento, já que ela só nos visitou uma vez quando começou a namorar o meu irmão e depois se recusava a nos fazer qualquer visita, porque se achava muito melhor que nós.
- Jogou tudo no ventilador, prima! - O Bóris resmungou atrás de mim.
- O que a sua irmã está dizendo, Elias? Esse seu casinho com a Gabriele não acabou? - A mulher do Elias parou em frente a ele e o encarou.
- Rochele, não se mete nisso e não banca a louca, depois eu converso com você. - O Elias a encarou e ele estava fervendo de raiva.
- Não, ela tem todo o direito de se meter, a chifruda é ela! - Eu cruzei os braços e ele me fuzilou com o olhar. - É muito fácil, não é, Elias? Ba-ter no peito e se dizer um homem de caráter enquanto aponta o dedo para os outros. Você so-cou a cara do Domani, jogou na cara dele todas as amantes e olha só pra você, a fruta não caiu longe da árvore! - Eu acusei.
- Eva, você não sabe o que está dizendo! O Domani não traiu a nossa mãe apenas, ele a agredia! Ele nos agredia! - O Elias estava tentando se controlar, mas ele estava irritado.
- Ah, quer dizer que se ele tivesse apenas traído estava tudo bem? Ah, Elias, que caráter de merda é esse? E vocês dois, sabiam de tudo e não fizeram nada! - Eu apontei para os outros dois que pareciam prontos para se enfiar entre o Elias e a mulher.
- Eva, as coisas não são bem assim, você não conhece o outro lado da história. - O Érico me alertou.
- Outro lado da história? Tem outro lado para mentira, traição, iludir o outro, ser um canalha? Tem explicação pra isso? - Eu questionei irritada.
- CHEGA, ROCHELE! - O Elias gritou e me encarou. - E você também, Eva! Chega! Eu sei que vocês duas não se suportam, mas vamos manter a educação! Eva, você merece uma explicação e a Gabriele merecia muito mais, mas por favor, só me deixa resolver as coisas com a Rochele.
Havia súplica no olhar dele e por um lado eu tinha pena do meu irmão, porque aquela mulher era insuportável! Mas a escolha tinha sido dele.
- Rochele, não é má idéia fazer esses testes e nós podemos procurar um médico na cidade e...
- Eu não vou fazer nada, Elias! Eu sou sua mulher, você tem que acreditar em mim.
- Rochele, pelo que o Elias me disse vocês já estão tentando há um tempo, tavez seja bom sim ver um médico. - Minha mãe entrou na conversa e tentou explicar delicadamente.
- Não se mete, Marta! - A Rochele respondeu a minha mãe com a maior grosseria e eu já estava cansada daquela sonsa.
- Qual o problema, Rochele? Você está insistindo que está grávida e me obrigando a mudar o que combinei com a minha família sobre a farmacêutica por isso, mas você não quer fazer um teste simples de gravidez ou ver um médico? - O Elias encarou a Rochele.
- Como assim mudar o que combinamos sobre a farmacêutica? - Eu perguntei já percebendo o que aquela patricinha fajuta queria.
- Vamos para o quarto, Rochele, nós dois vamos conversar e quando esses testes chegarem, Érico, você os leva pra mim. Com você, Eva, eu converso depois.
O Elias saiu da sala levando a Rochele com ele e eu fiquei no meio da sala encarando os outros dois patetas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...