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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 116

"Eva"

Era muito difícil ficar irritada com o José Miguel me falando aquelas coisas e me beijando daquele jeito. Deixá-lo me levar de volta para o apart e passar o dia na cama com ele era uma idéia tentadora e eu teria concordado, se não tivessem batido na porta e nos trazido de volta para a realidade de que somos dois adultos com responsabilidades.

- Abre, casal! - As vozes do Enzo e do Matheus ecoaram pela porta em uníssono, enquanto os toques nada gentis castigavam a porta.

O José Miguel e eu rimos e ele se afdastou indo em direção a porta e a abrindo para os nossos amigos.

- Seu batom está borrado, Rossi! - O Matheus falou ao passar por ele.

- E o seu cabelo está desalinhado, Perfeito! A gravata também está torta. O que aconteceu, quebrou seu espelhinho da perfeição? - O Enzo completou, entrando logo atrás do Matheus.

- Já você, Evita, é uma visão paradisíaca! - O Matheus abriu os braços em minha frente e sorriu, depois me envolveu em um abraço de urso.

- Sai pra lá, Cachorrão, você já tem a sua musa, solta a minha! - O José Miguel brincou com o Matheus e nos fez rir.

- Olha, ele é ciumento, Cachorrão! - O Enzo brincou e me abraçou. - Mas você tem razão, a Evita é uma musa mesmo! Você está cada dia mais linda, Eva!

- Ah, vocês são fofos! Obrigada! - Eu respondi e o José Miguel parou em minha frente enquanto os outros dois se sentavam nas cadeiras em frente a minha mesa.

- Eles não são fofos. São folgados. - Ele ficou me olhando de frente e apontou para o próprio rosto e eu o encarei sem entender. - Me arruma, amorzinho! - Ele pediu com aquele jeitinho lindo e eu tive vontade mesmo foi de bagunçá-lo ainda mais.

Eu passei a mão em seus cabelos e ele fechou os olhos por um momento, com a satisfação estampada no rosto. Depois eu limpei o batom borrado em seus lábios e ajustei a sua gravata, recebendo mais um beijo rápido em agradecimento.

- Ah, tão lindinhos! - O Enzo sorriu. - Sentem-se, porque eu quero saber o que rolou no elevador e também quero saber como foi a noite do Cachorrão com a divina Gabi!

- Como você sabe do elevador? - Eu me surpreendi que aquele momento desagradável já estivesse circulando.

- Evita, eu sei de tudo o que acontece nesse escritório! Quem você acha que alertou o tio Heitor para as reclamações engavetadas no recursos humanos? Eu, minha linda! E quem você acha que sugeriu a ele uma investigação sigilosa antes de tomar providências para que ninguém saia impune? Eu de novo! Em breve nós vamos ter um sacode por aqui.

- Se é sigiloso, Enzo, é melhor parar de contar! - O José Miguel o encarou com severidade.

- Como se você não soubesse o que o Heitorzinho está fazendo! Só achei que já tinha contado para a Evita e para o Cachorrão. - O Enzo argumentou.

- É melhor a Eva não saber o que está acontecendo, não quero que os outros pensem que ela tem privilégios na empresa e a incomodem porque ela namora comigo e também não quero contaminar a investigação que seu tio está fazendo. - O José Miguel explicou e eu achei melhor mudar de assunto. Eu podia entender que aquilo era um assunto corporativo muito restrito.

- Bom, como eu não ouvi nada, eu quero apenas saber como está a minha amiga, Cachorrão. - Eu me virei para o Matheus que tinha um sorriso radiante no rosto.

- Aquela Peste gostosa abalou o meu psicológico e saiu da minha casa pleníssima, Evita! Ô mulher linda, gostosa... tá vendo aqui? - Ele apontou para o rosto sorridente. - Ela colocou esse sorrisinho no meu rosto e agora não sai mais. Evita, convence a sua amiga a largar esse emprego e trabalhar comigo, ela saiu correndo hoje por causa daquele chefe estúpido, nem me deu chance de convencê-la a ficar na minha cama.

- Se ela fizer isso, nenhum de vocês dois vai trabalhar mais. - O José Miguel riu, se sentou na minha cadeira e me puxou para sentar no colo dele.

- É, porque vocês dois fingem que não se conhecem aqui dentro do escritório. - O Matheus nos encarou com a malícia de quem sabia como as coisas aconteciam.

- Então vocês finalmente estão namorando? É o fim de uma era? Gabizinha colocou a coleira no Cachorrão? - O Enzo perguntou animado e o Matheus pensou um pouco.

- Não sei, só sei que somos exclusivos e eu nem enxergo mais outras mulheres, ficaram todas sem graça nenhuma depois daquela peste. Ela me quebrou, não quebrou? Deu defeito em mim! Cara, ela me colocou na coleira e está dando uma voltinha comigo, mas se ela vai me levar pra casa e me adotar é outra história. - O Matheus explicou, fazendo o Enzo rir ainda mais.

- Bom, então já que ficaram todas sem graça, você nem vai se importar com o que o Enzo espalhou aqui na empresa. - O José Miguel falou e olhou para o Enzo.

- Queridinho, pelo que a Luna já contou, você não precisa dessa aula, parece que você está indo muito bem nesse quesito. - A Gabriele controu e arrancou um sorriso grande do Enzo.

- E você tem uma vantagem sobre esses dois, você é um pequeno príncipe! - Eu concluí.

- E como príncipe que sou, vou deixar vocês conversarem e vou levar o totó da Gabi pra passear. - O Enzo se levantou, mas a Gabi percebeu a graçinha que ele fez.

- Tem mais alguém aí, Eva Sanchez? - Ela perguntou séria e o Matheus tirou o telefone da minha mão e o virou pra ele.

- Eu, Peste gostosa! E quer saber, estou indo te buscar, não vou passar o dia inteirinho só te querendo não, vou é te lavar pra casa e quebrar aquela cama com você! Chego em vinte minutos, Gabriele, esteja na portaria ou eu vou te buscar e conto pra todo mundo aí nessa empresa o que você fez com o meu corpinho essa noite. E eu tenho marcas pra provar! Beijo, Peste! - Ele me devolveu o celular. - Até mais amigos, nos vemos na segunda, a Peste e eu estaremos ocupados no fim de semana.

- Eva, me ajuda! Eva, não deixa esse carrapato vir aqui, amiga, eu preciso do meu emprego! - Ela estava desesperada, mas levantou os olhos quando ouvimos o barulho da porta abrindo.

- Gabriele, hoje é seu dia de sorte! Eu estou indo com o chefe atender um cliente fora da cidade e não volto hoje. Você está de folga! - Era a voz do chefe dela.

- Folga? Ma-ma-mas... como assim folga? - Ela olhava para o chefe confusa.

- Vai reclamar disso, Gabriele? Some daqui antes que eu mude de idéia! Nos vemos na segunda. - O chefe dela fechou a porta.

- O que...? - A Gabriele parecia muito confusa.

- Parece que é seu dia de sorte, Gabi! Para de perguntar demais e vai aproveitar o dia. E corre, porque o seu carrapato já saiu daqui. Beijo, amiga! - Eu encerrei a chamada e olhei para o José Miguel. Que pena que o meu chefe não é tão bonzinho quanto o da Gabi.

- Que pena que eu tenho que ir ver o Heitor! - O José Miguel se aproximou e me deu um beijo. - Talvez mais tarde você possa esquecer a sua calcinha aqui e ir para a minha sala. Te vejo mais tarde, amorzinho. - Ele sussurrou na minha boca e depois de me dar outro beijo saiu.

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