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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 120

"Carmem"

Desde aquele maldito dia depois do maldito jantar o José Miguel não tinha voltado para casa. Nem o final de semana ele passou em casa e eu me senti muito sozinha, essa casa era um tédio sem ele. Ai como eu sentia falta de vê-lo dormir, se contorcer de dor com aqueles pesadelos, falar o meu nome desesperado durante o sono. Aquele corpo brilhando com o suor. Ah, como era lindo! Tão lindo quanto o pai era!

Eu não o via há dias e eu tinha certeza que ele estava com aquela mulherzinha. Com ela e com aquele demônio do amiguinho. Tudo bem que era um demônio lindo, mas era um demônio. O Matheus tinha estragado os meus planos desde o início e eu o detestava, mas não conseguia me livrar dele, não havia o que eu fizesse.

Minha vida havia se convertido num inferno e eu estava muito arrependida da armadilha que eu preparei e acabei eu mesma enroscada nela. Mas o Mauro também, nem dez a parte dele como deveria. Eu não sei quando o Mauro se tornou um imprestável que estava tentando se livrar de mim e talvez eu precisasse lembrá-lo de que ele estava nas minhas mãos. Fingir tomar aqueles remédios não teve o efeito que eu esperava e só complicou a minha vida, principalmente com a chegada desse cão de guarda da Berta.

E eu não conseguia dar mais um passo fora do meu quarto sem a sombra da insuportável da Berta atrás de mim, eu já não aguentava mais. Aliás, nem no meu quarto eu tinha paz, porque a Berta passava o dia tagarelando sobre qualquer coisa, estava sempre grudada em mim e quando não estava grudada em mim, bastava eu colocar o pé para fora do meu quarto que ela aparecia, por mais silenciosa que eu fosse, ela sempre aparecia ao pé da escada, ou pairando no andar de cima. Pelo menos aquela assombração, a tal Tati, não tinha voltado.

Mas eu precisava me livrar da Berta e precisava de ajuda pra isso, então eu enviei uma mensagem para o Mauro com um pedido que ele não podia recusar e ele veio me ver. Ele não parecia muito feliz, mas veio e era isso que me importava.

- Carmem, minha querida, que bom vê-la melhor! - O Mauro me abraçou e nós nos sentamos lado a lado.

- Eu ainda estou zangada com você, Mauro. Você nem imagina quantos problemas eu estou tendo por passar tantos dias naquele maldito hospital. Você acredita que o José Miguel não vem mais em casa?! Aposto que está na casa daquele amiguinho mau caráter. - Eu estava furiosa com a ausência do José Miguel.

- Carmem, você precisa se acalmar, talvez o José Miguel esteja considerando que você esteja muito nervosa e esteja se mantendo afastado, nós homens não temos muita paciência. - O Mauro estava louco? Justificando o José Miguel? Ele sabia muito bem que eu não podia perder o controle sobre o meu amado genro.

- Paciência? Ele é um traidor, Mauro! Está de caso com uma mulherzinha vulgar! Já se esqueceu do que fez com a Cora... - Eu reclamei e o Mauro deu uma olhada no relógio e colocou algo no bolso da minha calça disfarçadamente.

- Carmem, querida, me desculpe, eu passei para te ver rapidamente, eu tenho que atender um paciente aqui perto e estou em cima da hora. - O Mauro avisou e se levantou. - Eu venho te ver depois, com mais calma.

Ele se despediu e saiu apressado. Eu não entendi foi nada, ele nunca tinha me feito uma visita tão rápida.

- É, Urtiguinha, acho melhor você se acalmar, nem o doutor tem muita paciência. - A insuportável da Berta comentou me deixando mais irritada. Mas ela ia ver só uma coisa.

- Ah, melhor assim. - Eu respondi irritada e me virei. - Vou ligar para a oficina buscar o meu carro. - Eu fiz a ligação para a oficina e agendei para que rebocassem o meu carro, eu precisava dele funcionando, eu detestava ter que chamar um taxi sempre que fosse sair, então paguei o adicional para que buscassem ainda hoje.

Duas horas mais tarde o meu carro foi rebocado para a oficina e eu me sentei no meu quarto. Eu liguei a televisão e fingi que cochilei, era só assim para a Berta me deixar em paz. Nos primeiros dias ela ficou grudada em mim enquanto eu dormia. Depois, ela deve ter ficado entediada, porque eu fingia dormir e ela saía do quarto, mas vinha a cada vinte minutos me verificar, não sei como não ficava com dores nas pernas de tanto subir e descer.

Mas foi só eu fingir que cochilei e ela saiu do quarto. Eu sabia que eu só teria vinte minutos até ela voltar, eu teria que ser rápida e assim que ela saiu eu coloquei a mão no bolso e tirei o frasco que o Mauro tinha colocado lá. E tinha um pequeno bilhete:

"Dê apenas 5 gotas, vai fazer a pessoa dormir por algumas horas. E não me peça isso novamente, eu não sou mais um jovem médico, eu tenho uma carreira a zelar. Mas te aviso, um simples exame de sangue detecta essa medicação e se você for pega, não me jogue na fogueira ou eu conto tudo o que eu sei."

- Mas você é um rato mesmo, Mauro! - Eu sibilei e joguei o remédio e o bilhete sob a almofada da minha poltrona. Talvez eu pudesse usar isso aqui em mais pessoas do que eu estava planejando. - Agora, eu vou usar o meu segundo cúmplice.

Eu peguei o celular e fiz a ligação, mas o meu segundo cúmplice, além de não ser muito brilhante, também era meio estressadinho, o que me deixava sem paciência.

Capítulo 120: Planos e aliados 1

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