“Eva”
Aquele homem era louco! Completamente transtornado! Dizia que deveríamos fazer de conta que nunca havíamos nos visto antes, mas me beijava sem se preocupar que alguém poderia entrar naquela sala e nos flagrar. Mas também, se entrasse, qual seria o problema? O que tinha demais um beijo?
Ah, na verdade os beijos dele eram totalmente demais! E ele não podia simplesmente esquecer, ele precisava me lembrar o quanto os beijos dele eram bons e que eu era incapaz de lutar contra aquele beijo. Na verdade, eu nem queria lutar contra, eu só queria sentir os seus lábios nos meus mais uma vez.
E enquanto ele se aproximou e o seu perfume invadiu o meu olfato, cítrico, picante e amadeirado, com um leve rastro de baunilha, intenso e marcante, eu já tinha me esquecido do nosso acordo de que aquilo não aconteceria nunca mais e nós nos comportaríamos como se nunca tivesse acontecido. E ele também tinha se esquecido, porque ele simplesmente me beijou como se fosse me deixar nua.
A medida que aquele beijo foi chegando ao fim, eu sentia como se fosse um absurdo um homem beijar tão bem e eu não poder beijá-lo sempre que quisesse!
E depois que ele me soltou e começou a agir como se nada tivesse acontecido, eu fiquei completamente confusa. Como assim ele me dava um beijo daqueles e depois fingia que não tinha acontecido?
Eu deveria ter recusado esse emprego, era a coisa mais inteligente a se fazer, mas eu também não podia me dar a esse luxo, eu precisava daquele emprego desesperadamente, já que o meu nada querido pai tinha fechado todas as portas para mim. Então era hora de me comportar como quem precisava do emprego.
Eu reuni todo o esforço que pude para não gaguejar. Não seria eu a bancar a coitada carente desesperada para ficar com ele. Então eu limpei a garganta, dei um sorriso profissional e caminhei até ficar em frente a mesa dele.
- Podemos começar, senhor! – Eu respondi e ele fez sinal para que eu me sentasse.
Eu me sentei, ele me entregou uma agenda onde já havia muitas coisas programadas e começou a me explicar tudo e me passar as demandas. O trabalho não era difícil e o Sr. Rossi era um homem organizado e metódico, o que certamente facilitaria muito as coisas. Nós fomos interrompidos por uma batida na porta e a secretária entrou.
- Rossi, entrega pra você. – A secretária entrou e entregou uma sacola para o meu chefe, que a agradeceu antes que ela saísse.
E aí o problema começou. Ele tirou o paletó, coisa que por si só já fez os meus hormônios borbulharem, depois começou a desabotoar a camisa e quando a tirou e jogou sobre a mesa, eu suspirei olhando para aquele corpo perfeito e aquelas asas de anjo tatuadas sobre o seu coração, eram lindas. E quando ele se virou para tirar o conteúdo da sacola ele me deu a visão do lobo tatuado sobre as suas costelas. Gente, esse homem me tirava o equilíbrio!
- Está gostando, Srta. Sanchez? – Ele perguntou enquanto abria a caixa e tirava de dentro uma camisa branca.
- Ôôô! – E só depois de me expressar eu me dei conta do que tinha falado.
Ele riu, vestiu a camisa, mas antes de abotoá-la se debruçou sobre mim, apoiando uma mão na mesa e outra nas costas da minha cadeira. Ele estava perto demais outra vez.
- É que eu tinha uma camisa limpa no meu apart, mas ela simplesmente desapareceu de lá e eu tive que usar a mesma camisa que estava usando ontem. – Ele me encarou e eu senti minhas bochechas queimarem.
- A culpa foi sua! – Eu disparei e ele ergueu as sobrancelhas.


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