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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 32

“Eva”

O José Miguel só podia estar brincando comigo! Ele era bem igual ao Leon, ficava nesse “não te quero, mas vem cá”! Não, se bem que igual ao Leon não, o Leon era um cretino estúpido e eu demorei para perceber isso, o José Miguel era só um indeciso mesmo. Mas ô indeciso gostoso! E eu era fraca demais para dizer não para aquele homem.

Eu sou uma idiota! Eu ri comigo mesma. Como é que eu achei que era apaixonada por um traste que me usava para fazer ciúme numa cobra e quando eu acordo pra vida estou assim, caidinha por um idiota que não sabe o que quer?

Meu celular chamou sobre a mesa e eu olhei para a tela com um sorriso, era dela que eu precisava!

- Gabi, sua louca, onde você se meteu ontem? Eu não consegui falar com você ontem. Seu fã esteve por aqui, estava desesperado. – Eu atendi rindo ao me lembrar do desespero do Matheus.

- O incompetente do meu chefe, não faz o serviço dele e eu tenho que sair consertando tudo. Tive um monte de reuniões ontem. Vai, me diz, ele me odeia? – Ela perguntou animada.

- Quem, seu chefe? Ele não pode te odiar, ele precisa muito de você! – Eu ri e tinha certeza de que ela estava revirando os olhos.

- Meu chefe não, Evita, esse eu sei que se casaria comigo só pra eu cuidar da vida dele inteirinha. Homem preguiçoso! Eu quero saber do safado do Matheus, diz que ele me odeia! Eu preciso tirar esse homem do meu pé.

- Acho que ele te ama, Gabi! E se você aprontar mais uma ou duas como essa com ele, ele nunca mais larga do seu pé. – Eu ri.

- Ai, Evita, credo! Não me deseja isso não.

- Gabriele, qual o problema? O cara é um gato, tipo muito gato mesmo, divertido, ótima companhia e está super afim de você.

- Evita, o cara é muuuiito gato, concordo, e também é todas essas coisas que você falou, mas minha amiga, aquele ali é do tipo que fica afim de um poste de saia! – Ela reclamou e eu comecei a rir. – Sério, Evita, ele não pega o carrapato porque não sabe qual é o macho!

- Gabi, Gabi! Cuidado pra não se enrolar na própria língua, o jogo pode acabar se invertendo.

- Não vai! Eu penso, Evita! O Matheus não é o cara pra gente se apegar. Eu preciso é colocá-lo pra correr.

- Mas acontece que quanto mais você foge dele, mais ele te quer, enquanto eu, minha amiga, estou aqui, de novo interessada em um cara que ora diz que sim, ora diz que não. Vai, me ensina suas táticas. – Eu pedi e ela riu.

- Evita, o gostosão te quer, disso eu não tenho dúvida, só acho que tem algum motivo pra ele não assumir isso.

- Menina, você não sabe o que aconteceu… - Eu me recostei na cadeira e comecei a contar para a Gabriele tudo o que tinha acontecido, desde o dia anterior até aquele beijo no elevador. – E aí, Gabi, quando a porta do elevador se abriu, o sobrinho do dono da empresa estava lá e viu, né, claro!

- Mas você acha que esse sobrinho vai criar problema?

- Não, menina, o garoto é um fofo! Pensa num rapaz simpático, educado, gentil, divertido. É um pequeno príncipe encantado, quer dizer, nem tão pequeno assim, ele é maior que eu, mas é muito novinho, acho que tem dezoito anos. Mas aquele menino, se vê de longe que foi bem criado.

- É desse tipo que o mundo precisa, não dos tipos iguais ao Matheus ou iguais ao idiota do Leon. – Ela deu uma risada. – Agora eu entendi o olho roxo! Eu o vi hoje de manhã, seu namoradinho acertou o Leon em cheio!

- Bem feito, mas ele não é meu namoradinho! – Eu suspirei.

Capítulo 32: Conselho de amiga 1

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