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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 56

"Eva"

Eu cheguei a farmacêutica para falar com os meus irmãos e o meu primo, eu não pisava naquele lugar há muitos anos e, sinceramente, por mim eu não pisaria nunca mais. Aquele saguão de entrada era o auge da opulência com suas colunas enormes e piso de granito claro, contrastando com as esculturas de corpos em granito preto para todos os lados, um exagero total.

- Ah, mas olha quem apareceu! - Meu irmão mais velho veio em minha direção, acompanhado dos outros dois.

- Ih, não começa, Edson! - Eu cruzei os braços e parei em frente a ele.

- Não reclama, irmãzinha, nós só nos preocupamos com você! - O Érico, meu irmão mais novo me abraçou e deu um beijo no meu rosto.

- Não gostei dessa história de você dormir fora de casa, Eva! Ainda mais que você estava sozinha. Essa festa de casamento não pode ter acabado de manhã! - O Elias era o mais ciumento dos meus irmãos e o mais sério também.

- Olha, só, bonitões, vocês são meus irmãos, eu amo cada um de vocês, mas eu não sou uma criança, eu já tenho vinte e nove anos e cuido da minha vida muito bem! - Eu respondi e eles me olharam sérios.

- Não é porque nós fomos viver no interior que nós descuidamos de você! - O Edson reclamou e eu revirei os olhos.

- Eu sei muito bem disso e eu sou grata por vocês cuidarem de mim, mas, vamos combinar uma coisa, me deixem me virar e quando eu precisar de ajuda eu peço, certo, rapazes? - Eu os encarei com um grande sorriso.

- E tem como discutir com você? - O Elias bufou. - Tenho até pena do seu futuro marido.

- Aquele que ela ainda não encontrou? - O Érico riu.

- Deixem de ser ridículos! Onde vocês estão indo? Eu vim falar com vocês.

- Veio pedir ajuda? - O Érico era um brincalhão, sempre tinha uma piadinha.

- Vim oferecer ajuda!

- Não acredito! Vai nos ajudar com a farmacêutica? - O Elias sorriu.

- Não se empolga, será só no meu tempo livre. - Eu avisei.

- Nós vamos almoçar com a mamãe, você pode conversar com o Bóris, é ele quem está cuidando dessa parte e, coitado, está quase enlouquecendo. - O Edson riu.

- E vocês decidiram ficar por aqui de vez? - Eu queria saber, porque eles chegaram na cidade e pareciam estar morando nessa farmacêutica, nós ainda não tínhamos tido tempo de falar sobre isso.

- Não, irmãzinha, nós só estamos dando apoio ao Bóris, nós vamos voltar para o interior amanhã, temos responsabilidades lá e o Bóris entende isso. Além do mais, nós não sabemos se essa farmacêutica vai se manter de pé depois do que aquele imbecil fez, ele deixou um rombo enorme nas contas, nós precisamos garantir nossos empregos e garantir que o Bóris tenha quem o apóie se isso aqui der errado. E já que você vai ajudar com isso aqui, nós vamos mais tranquilos. - O Elias me explicou e eu podia entender, afinal estava tudo acontecendo muito rápido.

- Vou falar com o Bóris! - Eu dei um beijo em cada um e fui em direção aos elevadores. - E vocês podem ir almoçar em outro lugar, D. Marta não está em casa!

- E pra onde ela foi? - O Elias perguntou, mas eu não sabia, apenas ri e dei de ombros.

Eu cheguei na porta do escritório do meu primo Bóris e ouvi o final da conversa dele com a Jenifer, sua irmã. A porta estava aberta, então eu entrei sorrindo. Nós começamos a conversar e é claro que a Jenifer, indiscreta como só ela sabia ser, percebeu a marca no meu pescoço, uma marca que eu havia tentado esconder com maquiagem e com a gola da camisa, mas pelo visto não tinha funcionado, porque o perfeito gostoso que dormiu comigo não era um homem qualquer, era o tipo que primeiro fazia sexo lento e gostoso e depois te jogava na cama, te virava do avesso e te deixava bagunçada. Ele era intenso! E o pescoço não foi o único lugar que ele deixou uma marca, mas a Jenifer não precisava saber da marca no alto da minha coxa ou no meu seio!

Depois de conseguir fazer com que o Bóris e a Jenifer finalmente parassem com as brincadeirinhas, eu conversei com o Bóris sobre a situação da farmacêutica e combinei com ele que eu faria uma espécie de auditoria financeira. Eu ia revisar tudo, mas de casa, no meu tempo livre e isso poderia demorar, mas ele concordou e disse que entregaria um computador com o sistema da farmacêutica e os documentos na minha casa. Eu me despedi daqueles dois e saí dali já enviando uma mensagem para a Gabriele.

- Até que enfim você chegou! - A Gabriele abriu a porta do apartamento pra mim parecendo ansiosa demais para me ver.

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