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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 64

"Eva"

Eu sentei em frente ao meu computador com um sorriso idiota no rosto e entre um suspiro e outro e as imagens de um Sr. Rossi bagunçado e despenteado me beijando eu até fiz o meu trabalho. Para ser bem sincera, o José Miguel não estava errado em separar vida pessoal e profissional, porque ele estava ocupando demais a minha cabeça. E como se não bastasse o José Miguel na minha cabeça, o amigo dele resolveu aparecer.

- Evita, musa maravilhosa, razão do abalo psicológico do Rossi! - O Matheus entrou na minha sala como se estivesse em casa e se jogou na cadeira a minha frente, se debruçando sobre a mesa.

O Matheus era um homem lindo, com aquele maxilar quadrado, lábios generosos que pareciam pintados de rosa, cabelos pretos, barba por fazer e os olhos castanhos sedutores, chamava a atenção. Ele e o José Miguel juntos então, era como a abertura de um desfile de moda masculina. Mas eu tinha que concordar com a Gabriele, ele tinha cara da safado!

- Carrapato, razão das surtadas da Gabizinha! - Eu deixei o xomputador e sorri para ele, que estava com aquele sorrisinho convencido me encarando.

- Ela está surtando por mim? - Ele perguntou todo cheio de esperança.

- Matheus, você provoca a Gabi até o limite! - Eu o encarei com um meio sorriso e uma meia verdade.

- Aquela peste linda que me provoca, Evita! Agora que você já se resolveu com o Rossi, me ajuda, vai? - Ele pediu e eu cheguei a ter pena.

- Quem disse que eu me resolvi com o seu amigo? - Eu me fiz de boba e ele riu.

- Ah, tá bom, Eva Sanchez, vai me dizer que ele foi te buscar em casa hoje só porque ele é um bom samaritano? O que ele é mesmo, mas nesse caso não foi por isso.

- Matheus, não tem nada resolvido.

- Quer saber, você e a sua amiga complicam muito. O Rossi também complica, mas eu sou descomplicado e quero descomplicar o que a complicada da sua amiga complica! - O Matheus respirou fundo e eu olhei para ele ainda confusa. - Evita, me ajuda, vai?

- O que você quer que eu faça, Matheus? - Não me custava dar um empurrãozinho, a Gabriele estava interessada, mas o Metheus tinha razão, ela complicava demais.

- Seguinte, Evita, para conquistar a peste eu preciso vê-la, mas ela recusa todos os meus convites. Marca alguma coisa com ela, por favor, aí eu apareço, assim, lindão e jogo o meu charme pra ela.

- Tá bom, lindão, marcamos alguma coisa no fim de semana.

- Evita, o final de semana está longe demais!

Eu respirei fundo e pensei um pouco. Ele parecia uma criança querendo um brinquedo. Então eu peguei o meu celular e enviei uma mensagem para a minha mãe perguntando se poderia ter mais dois convidados para o jantar e ela concordou. Então eu liguei para a Gabriele.

- Amiga, eu ia te ligar pra te contar, eu vi o imbecil do Leon hoje, com os dois olhos roxos! Parece um panda! - A Gabriele contou e caiu na risada.

- E adivinha quem deu esses olhos roxos pra ele? - Eu perguntei.

- Não acredito que ele foi na sua casa e seus irmãos fizeram isso finalmente?

- É, ele resolveu fazer gracinha lá na porta de casa mesmo essa manhã. Mas não foram meu irmãos que o deixaram como um panda não.

- Ah, não? Quem foi então?

- Meu chefe!

- Mentiraaaa! Ai, o Rossi é o máximo! Vai, me conta tudo!

- Olha que enxerido! - O Matheus riu e abraçou o Enzo.

- Eu sou enxerido? É você que tem uma empresa e parece que ao invés de trabalhar lá, b**e ponto aqui! - O Enzo brincou. - Evita, o Perfeito subiu com o diretor de operações para uma reunião com o meu tio, pelo que a Del disse, vai demorar e eu vim justamente te convidar para almoçar. A Del vai com a gente.

- Quem é Del? - O Matheus se interessou.

- Isso, Carrapato, faz eu me arrepender de te ajudar com a Gabi! - Eu cruzei os braços e o encarei.

- Minha musa, foi só curiosidade! - Ele se apressou a explicar.

- É bom que seja, porque a Del tem namorado e ele é grande! - O Enzo riu.

O almoço com o Enzo, a Adèle e o Matheus foi muito divertido. Eles eram leves, engraçados e cheios de histórias divertidas para contar. Depois da almoço o Matheus se despediu de nós e quando eu voltei a me sentar em minha mesa eu recebi uma mensagem do José Miguel no meu celular, perguntando se eu tinha almoçado e dizendo que ia sair para almoçar com o Heitor. Eu avisei que já tinha almoçado e desejei um bom almoço para ele. Depois eu voltei minha atenção para os papéis a minha frente.

Já era quase fim da tarde quando o José Miguel me mandou uma mensagem no chat do computador me pedindo para ir a sala dele. Eu me lembrei do que ele havia dito mais cedo e pensei em terminar aquela "conversinha" que havíamos começado uns dias antes, então eu tirei a minha calcinha e a guardei na minha bolsa.

- Pois não, Sr. Rossi? - Eu entrei na sala dele com a minha melhor pose profissional.

- Srta. Sanchez, como pode ser que você seja a minha assistente e mesmo assim é a funcionária da empresa que eu menos vejo? - Ele se recostou na cadeira e abriu um lindo sorriso.

- Talvez seja porque eu sou a que mais trabalha, Sr. Rossi! - Eu dei de ombros e o sorriso dele ficou maior.

- Será? Vou tirar isso a limpo! Tranque a porta, não quero ser interrompido enquanto passo instruções à senhorita!

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