"Eva"
Eu sentei em frente ao meu computador com um sorriso idiota no rosto e entre um suspiro e outro e as imagens de um Sr. Rossi bagunçado e despenteado me beijando eu até fiz o meu trabalho. Para ser bem sincera, o José Miguel não estava errado em separar vida pessoal e profissional, porque ele estava ocupando demais a minha cabeça. E como se não bastasse o José Miguel na minha cabeça, o amigo dele resolveu aparecer.
- Evita, musa maravilhosa, razão do abalo psicológico do Rossi! - O Matheus entrou na minha sala como se estivesse em casa e se jogou na cadeira a minha frente, se debruçando sobre a mesa.
O Matheus era um homem lindo, com aquele maxilar quadrado, lábios generosos que pareciam pintados de rosa, cabelos pretos, barba por fazer e os olhos castanhos sedutores, chamava a atenção. Ele e o José Miguel juntos então, era como a abertura de um desfile de moda masculina. Mas eu tinha que concordar com a Gabriele, ele tinha cara da safado!
- Carrapato, razão das surtadas da Gabizinha! - Eu deixei o xomputador e sorri para ele, que estava com aquele sorrisinho convencido me encarando.
- Ela está surtando por mim? - Ele perguntou todo cheio de esperança.
- Matheus, você provoca a Gabi até o limite! - Eu o encarei com um meio sorriso e uma meia verdade.
- Aquela peste linda que me provoca, Evita! Agora que você já se resolveu com o Rossi, me ajuda, vai? - Ele pediu e eu cheguei a ter pena.
- Quem disse que eu me resolvi com o seu amigo? - Eu me fiz de boba e ele riu.
- Ah, tá bom, Eva Sanchez, vai me dizer que ele foi te buscar em casa hoje só porque ele é um bom samaritano? O que ele é mesmo, mas nesse caso não foi por isso.
- Matheus, não tem nada resolvido.
- Quer saber, você e a sua amiga complicam muito. O Rossi também complica, mas eu sou descomplicado e quero descomplicar o que a complicada da sua amiga complica! - O Matheus respirou fundo e eu olhei para ele ainda confusa. - Evita, me ajuda, vai?
- O que você quer que eu faça, Matheus? - Não me custava dar um empurrãozinho, a Gabriele estava interessada, mas o Metheus tinha razão, ela complicava demais.
- Seguinte, Evita, para conquistar a peste eu preciso vê-la, mas ela recusa todos os meus convites. Marca alguma coisa com ela, por favor, aí eu apareço, assim, lindão e jogo o meu charme pra ela.
- Tá bom, lindão, marcamos alguma coisa no fim de semana.
- Evita, o final de semana está longe demais!
Eu respirei fundo e pensei um pouco. Ele parecia uma criança querendo um brinquedo. Então eu peguei o meu celular e enviei uma mensagem para a minha mãe perguntando se poderia ter mais dois convidados para o jantar e ela concordou. Então eu liguei para a Gabriele.
- Amiga, eu ia te ligar pra te contar, eu vi o imbecil do Leon hoje, com os dois olhos roxos! Parece um panda! - A Gabriele contou e caiu na risada.
- E adivinha quem deu esses olhos roxos pra ele? - Eu perguntei.
- Não acredito que ele foi na sua casa e seus irmãos fizeram isso finalmente?
- É, ele resolveu fazer gracinha lá na porta de casa mesmo essa manhã. Mas não foram meu irmãos que o deixaram como um panda não.
- Ah, não? Quem foi então?
- Meu chefe!
- Mentiraaaa! Ai, o Rossi é o máximo! Vai, me conta tudo!

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