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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 73

"Eva"

Quem olhasse a nossa mesa veria dois casais de namorados conversando e rindo. O curioso é que não tinha namorados ali. O José Miguel mantinha a minha mão na sua e vez ou outra dava um beijo, me olhava com um sorriso e piscava pra mim. O Matheus tinha o braço possessivo ao redor de uma Gabriele sorridente que parecia muito confortável com todos os beijos que recebia no rosto, no pescoço e na boca e até se recostava no peito do Matheus. Mas eu conhecia a minha amiga, ela não ia facilitar assim para o Carrapato.

- Gabi, me acompanha ao toalete? - Eu a chamei depois da sobremesa e ela me seguiu até o banheiro feminino. Assim que entramos eu a puxei no canto. - Gabi, o que você está armando para o Matheus?

- Evita, o Carrapato não queria uma chance? Eu estou dando uma chance! - Ela sorriu.

- Gabi, eu te conheço, tem alguma coisa nessa história que não está me convencendo. Primeiro você foge dele porque ele é o tipo de homem que fica com todas, agora você vem com essa de dar uma chance e vocês não desgrudam?

- Evita, eu vou dar uma lição no Carrapato, te falei lá na sua casa.

- O que você pretende, Gabi? - Eu cruzei os meus braços e ela deu de ombros, indo para o espelho retocar o batom.

- É simples, ele quer sair comigo, eu saio com ele, reconheço que ele é divertido. Se ele quiser me beijar, tudo bem. Mas isso é tudo, ele não vai me levar pra cama. E se ele está saindo comigo, ele não está saindo com mais ninguém! E enquanto a gente sai, eu vou castigá-lo! Como diria a Martinha, eu vou cozinhá-lo em banho maria, lentamente. Esse Carrapato vai aprender que mulher não é descartável.

- Gabi, o Matheus é uma boa pessoa, ele está interessado em você e é muito óbvio que você está interessada nele. Não abusa! Porque depois ele se cansa dessa brincadeira e parte pra outra e você vai ficar aí chorando!

- Eu chorando? Por causa do Carrapato? Até parece!

- Até parece? Preciso te lembrar da sua choradeira no fim de semana porque ele estava com outra?

- Aquilo foi um momento de carência, Evita, só isso! Já passou! Agora vem, retoca esse batom, porque do jeito que aquele Carrapato é oferecido, se demorarmos muito, ele coloca outras no nosso lugar.

- Isso é porque o momento de carência passou. - Eu ri. Minha amiga estava achando que me enganava, mas ela só enganava a si mesma.

E quando nós saímos do banheiro o Matheus e o José Miguel estavam de pé conversando com uma mulher lindíssima, alta e magra como uma modelo, que estava com a mão ancorada no ombro do Matheus, enquanto sorria sedutoramente para o José Miguel.

- Ah, Carrapato, é melhor soltar essa cachorra! - A Gabi falou enfurecida e marchou obstinada até a mesa, abraçando o Matheus pela cintura e forçando um grande sorriso para a mulher.

O Matheus sorriu, passou o braço sobre os ombros da Gabi e deu um beijo em seu rosto. Eu me aproximei e o José Miguel me puxou pela cintura. A mulher observou a cena com visível descontentamento.

- Pronta para ir, amorzinho? - O José Miguel me perguntou e eu fiz que sim.

- E então, Mat, eu tenho esses convites para o jogo de sábado e eu sei que você adora, então pensei que poderíamos ir juntos. - A mulher voltou a falar com a voz açucarada.

- Ah, não querida, vocês não podem! Admiro sua persistência para chamar a atenção do meu namorado, mas ele já está muito bem acompanhado! - A Gabriele respondeu a mulher com um grande sorriso.

- E eu só tenho olhos pra você, estrelinha! - O Matheus abraçou a Gabriele, que ergueu a cabeça para dar um beijo nele, enquanto a mulher observava a cena com a inveja transbordando dos seus olhos.

- Namorada... Sr. Bittencourt... recusando convites por mim... - O Matheus não soltou a Gabriele. - Se vai por palavras na minha boca, Peste, é bom que a sua língua venha junto! - E lá estavam os dois no maior beijo outra vez, enquanto esperávamos o manobrista trazer o carro. E a Gabriele, não fez muito esforço para se afastar, assim que o Matheus a beijou ela passou os braços ao redor do pescoço dele.

- Quando eles vão perceber que estão apaixonados? - Eu perguntei enquanto observava o beijo daqueles dois e o José Miguel riu e deixou um beijo atrás da minha orelha.

- Acho que quando chegarem ao altar! - O José Miguel brincou. - Vamos? Eu também estou louco pra beijar a minha namorada a noite toda.

- Namorada? Eu pensando que nós iríamos trabalhar, Sr. Rossi, e o senhor está me dispensando para ir ver a sua namorada? - Eu brinquei.

- Engraçadinha! Nós vamos trabalhar, mais tarde! Até amanhã, Cachorrão! Tchau, Gabi! - Ele falou para os nossos amigos que ainda estavam grudados e me ajudou a entrar no carro.

Quando nós saímos dali eu sabia que ele estava me levando para o apart e um pequeno incômodo surgiu dentro de mim, porque lá era claramente um lugar para encontros e ele havia acabado de me chamar de namorada. Eu empurrei o pensamento para o fundo da minha mente, eu não queria pensar naquilo, não agora que o clima entre nós era tão leve.

- Amorzinho, quero te pedir uma coisa? - Ele falou enquanto guiava pelo trânsito da cidade, me arrancadno dos meus pensamentos traiçoeiros. Eu virei o meu rosto em sua direção nomomento em que ele parou em um semáforo e olhou para mim. - Eu não quero que você saia no meio da noite enquanto eu ainda estou dormindo. Eu quero acordar com você todas as vezes que nós dormirmos juntos.

- Não sei não, você ronca! - Eu brinquei e ele riu.

- Engraçadinha! - Ele me deu um beijo rápido antes do sinal abrir. - Eu sei que eu não ronco. E com você eu nem tenho pesadelos.

Ele arrancou com o carro e eu fiquei pensando se ele realmente tinha pesadelos ou se aquilo foi só uma brincadeira, porque todas as vezes que eu o vi dormir ele tinha o sono mais tranquilo que eu já tinha visto alguém ter.

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