"José Miguel"
Assim que entramos no apart, eu coloquei sobre o aparador a caixa com os documentos da farmacêutica que a Eva tinha separado para verificarmos. Ela ficou calada durante o percurso, desde que eu pedi que passasse a noite e não saísse de fininho, perdida nos próprios pensamentos.
Ela estava de pé perto da porta, de costas para mim e eu me aproximei, encostei o meu corpo no dela, subindo as minhas mãos pelos seus braços e beijando o seu pescoço.
- O que está rondando essa cabecinha? - Eu perguntei baixo.
- O que nós estamos fazendo exatamente, José Miguel?
A pergunta dela me pegou de surpresa, porque eu imaginei que a essa altura já estivesse bem claro para ela o que estava acontecendo entre nós.
- Quer dizer, você quer discrição no escritório e eu saio de lá com o Enzo para encontrar você em um restaurante, só para manter nós dois em segredo. Aí você diz que eu sou sua namorada e me traz para o seu apart que obviamente não é onde você mora, mas sim um lugar para encontros, aí você me pede para passar a noite e você tem me buscado em casa para o trabalho e...
Eu segurei os cabelos dela na nuca dela e a fiz se virar pra mim, a prendi contra a perede e a beijei, um beijo para acalmá-la e para me acalmar, para nos reconectar, porque eu sabia muito bem que com todos aqueles pensamentos bagunçados na cabeça dela, ela acabaria fugindo de novo.
- Calma! - Eu sussurrei ainda deixando pequenos beijos nos lábios dela. - Você me quer? - Eu olhei nos olhos dela vendo a resistência se dissolver neles.
- Droga! Você me j**a na parede, puxa o meu cabelo como quem diz "você é minha", me beija gostoso e ainda pergunta com essa voz sexy se eu te quero? Agora me diz, como eu digo que não? - Ela respondeu dengosa e meu sorriso foi incontrolável.
- Não é pra dizer que não, amorzinho! Deixa eu te explicar uma coisa. - Eu comecei a desfazer os botões da blusa dela. - Primeiro, eu te quero mais do que eu posso explicar. Segundo, isso aqui não é um lugar para encontros, só você vem aqui e antes de você só o Matheus tinha vindo.
Eu acabei de abrir a blusa dela e a empurrei dos seus ombros, deixando a mostra seus seios perfeitos acomodados em um sutiã meia taça de renda verde escuro. Então eu continuei falando:
- Terceiro, eu gosto de manter a minha vida profissional longe da minha vida pessoal, porque as pessoas são curiosas e fofoqueiras e eu não quero que sejamos a fofoca do escritório e não quero que você sofra com comentários maldosos.
Eu encontrei o fecho da sua saia e o empurrei lentamente para baixo, deixando a saia cair aos seus pés e revelando a calcinha de renda combinando com o sutiã.
- Quarto, eu tentei ficar longe de você, acredite, mas eu não consigo, eu te quero demais e eu quero que você seja a minha namorada, porque eu já te namoro, mas se você quiser namorar comigo vai ser melhor ainda! Então me diz, amorzinho, você quer ser a minha namorada? Ou eu preciso te convencer?
Eu abri o fecho do sutiã e tirei lentamente a alça dos seus ombros enquanto eu fazia a pergunta, deixando a peça ir para o chão junto com o restante da roupa dela. Ela era perfeita!
- Talvez eu precise ser convencida! - Ela deu uma risadinha linda.

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