"Eva"
Quando o José Miguel abriu a porta do carro para mim no estacionamento da empresa, o Enzo apareceu com dois cafés e uma sacola de papel pardo da cafeteria perto do escritório. Ele entregou um café ao José Miguel e o resto pra mim.
- Com os cumprimentos do seu namorado, que foi muito específico que você gosta de iogurte natural com as frutas, nozes e mel à parte e sanduíche quente de queijo, sem presunto e no pão francês. - O Enzo falou ao me entregar a sacola e eu olhei para o José Miguel. Nós tomamos o café da manhã juntos apenas uma vez, como ele se lembrou?
- Eu não pedi para ele ir até a cafeteria, só pedi que pegasse tudo com o entregador e nos encontrasse aqui. - O José Miguel explicou e tomou um gole de café.
- Quando você providenciou o café da manhã? - Eu estava surpresa com a atenção dele.
- Depois que dei o nó na gravata! - Ele sorriu e deu uma piscadinha pra mim.
A versão dele sério e dando ordens no departamento era um tesão, mas a versão dele sorridente e paquerador era de tirar o fôlego.
- Como vai Joeva? - O Enzo sorriu quando entramos no elevador.
- Joeva? - Eu perguntei com uma risada.
- Ah, é assim que ele e o Matheus nos chamam, amorzinho! - O José Miguel sorriu, segurando a minha mão na dele.
- Mãos dadas... isso vai ser público? - O Enzo quis saber.
- Moleque fofoqueiro! Igualzinho ao tio! - O José Miguel riu. - Estamos namorando, mas não vamos divulgar no escritório. Agora fecha os olhos, Enzo!
- Fechar os olhos pra quê?
- Vou beijar a minha namorada e não quero platéia! - O José Miguel explicou e me beijou, como se estivéssemos no apart e não no elevador do escritório e ele só me soltou quando ouviu o som do elevador parando no andar. - Te vejo mais tarde, amorzinho!
A porta do elevador se abriu, eu me despedi deles e fui para a minha sala. Enquanto eu tomava o meu café da manhã eu decidi fazer uma chamada de vídeo para a Gabriele, eu estava curiosa para saber o que tinha acontecido entre ela e o Matheus.
- Evita! Que bom que você apareceu, amiga, eu preciso desabafar, preciso de conselho, preciso de intervenção divina! - A Gabriele apareceu no vídeo toda agitada.
- Calma, Gabi! Que desespero é esse? O Carrapato não te deu um carinho ontem não? - Eu brinquei e ela bateu a testa sobre a mesa onde estava sentada.
- Evita, como ele mesmo disse, ele dá é tremedeira nas pernas! - A Gabi colocou as mãos no rosto e eu comecei a rir.
- Vai, me conta, o que rolou? - Eu pedi enquanto abria o meu iogurte e os potinhos com frutas, nozes e mel.
- O que não rolou, né, Eva!
- Espera, você foi pra cama com ele? O que aconteceu com aquele papo de só dar uns beijinhos?
- Nós não chegamos na cama, não é, Peste?! Pelo menos não ainda. Continuamos só nos beijinhos, o lance é onde eu dei uns beijinhos e não foi só na boca. - Eu olhei pra cima e vi o Matheus parado em minha frente. Ele deu a volta na mesa e se abaixou diante da tela do meu celular. - Vai ser linda assim lá na minha cama, Peste!
- Carrapato, cai fora, eu estou conversando com a minha amiga! - A Gabriele reclamou.
- Ãnh-ãnh! Você está falando de nós dois para a nossa amiga e eu vou garantir que você faça justiça ao que eu te dei essa noite! - O Matheus sorriu.
- E o que você me deu essa noite, segundo você, Carrapato folgado? - A Gabriele cruzou os braços sobre o peito.
- Tremedeira nas pernas, água na boca, um tesão da porra e uns beijinhos na sua...
- Chega, Matheus! Putz, eu devo ser muito gostosa pra vida me foder tanto! - A Gabriele reclamou.
- Também acho, gostosa pra caralho, está de parabéns! - O Matheus sorriu, enquanto eu não sabia o que pensar.
- Evita, esmaga esse carrapato pra mim! - A Gabriele estava irritada.
- Não se atreva a aparecer na minha casa hoje, Carrapato! - A Gabi colocou o dedo em riste e o Matheus deu uma gargalhada.
- Posso te bagunçar nos lençóis da minha cama também, Peste, pode escolher.
- Quer saber, pra mim deu! Evita, quando você se livrar desse carrapato a gente conversa. Eu tenho que ir trabalhar. Beijo, amiga!
- Beijo, Peste gostosa do caralho! - O Matheus levou a mão à boca e jogou um beijo para a Gabriele e ela desligou a chamada. - Ela me ama, não ama? - Ele olhou pra mim todo deretido por ela.
- De que adianta ela te amar, Cachorrão? - Eu o encarei e pensei que ele ia desconversar.
- Evita, provoca quem sabe, resiste quem consegue. Sua amiga é a provocação em pessoa e eu não tenho muita resistência. Deixa ela me amar e vir com tudo pra cima de mim e vamos ver no que vai dar. - Ele fez uma pausa, avaliando o meu rosto. - E você, Evita, está apaixonada pelo meu amigo?
- Ai, Cachorrão, eu sou como você, uma fraca que não resiste nem a uma piscada de olho, que dirá ao que o seu amigo faz comigo.
Nós nos olhamos e começamos a rir, ele passou o braço pelos meus ombros e deu uma mordida no meu queijo quente.
- E onde está o Sr. Perfeito? - Ele quis saber.
- Reunião de diretoria, pelo que eu soube daquelas que prometem ser muito longas.
- Então o jeito é eu ficar aqui na sua sala a manhã inteira e te levar para almoçar.
- Você não tem que trabalhar?
- Eu faço o meu tempo, Evita, e graças aquela Peste delícia que tirou o meu sono, eu trabalhei muito noite passada. Posso resolver umas coisas pelo celular. Vai, vamos terminar o nosso café e enquanto você trabalha daí, eu trabalho daqui!
Ele deu mais uma mordida no meu queijo quente e eu comecei a rir. Ele era divertido, meio folgado, bastante empolgado e adorável, era praticamente um golden retriever!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...