"José Miguel"
Eu acordei essa manhã aconchegado a Eva, nossos corpos entrelaçados, o calor e o perfume dela tomando conta de mim e despertando o meu corpo. Eu desenhei uma trilha de beijos do ombro dela até a orelha e ouvi o seu riso baixo.
- Acordou, meu amorzinho? - Eu sussurrei no ouvido dela e mordisquei o lóbulo da sua orelha.
- Bom dia, Paixão! - Ela se virou nos meus braços e me deu um beijo.
-Tenho uma péssima notícia pra te dar. - Eu falei bem sério e ela franziu as sobrancelhas. - Você ronca!
- Mentiroso! Eu não ronco e mesmo que roncasse seria falta de educação você apontar isso. - Ela respondeu ofendida e eu ri.
- Não, amorzinho, você não ronca! Mas me faz dormir demais. Me faz dormir bem demais! - Eu passei a mão pelos cabelos dela.
- Você realmente tem pesadelos?
- Tinha, antes de você. - Eu olhei para ela e respirei fundo. - Evita, nós precisamos conversar, eu quero te explicar porque eu tenho esse lugar, entre outras coisas.
- Isso parece sério. - Ela comentou e eu fiz que sim. - O que você tem a me dizer vai me fazer sair correndo?
- Eu espero que não.
- Então podemos fazer isso durante o café da manhã? - Ela pediu com um sorriso lindo.
- Podemos, mas eu esperava poder te beijar um pouco mais antes de sair dessa cama.
- Só beijar? Pensei que você quisesse me lembrar porque eu aceitei namorar você. - Ela mordeu o lábio inferior, tentando suprimir o sorriso e eu soltei o lábio de seus dentes com o polegar.
- Você por acaso pensou que ia sair dessa cama sem que eu te lembrasse disso? - Eu perguntei e mordisquei o seu lábio.
Eu colei as costas dela sobre o colchão, me apoiando em meus cotovelos, chupei o seu lábio inferior antes que a minha língua entrasse em sua boca. Enquanto eu a beijava, suavemente eu deslizei para dentro dela, sentindo o seu toque suave na minha pele que queimava de desejo por ela. Eu fiz amor com ela e não havia nada igual, nada melhor do que estar com ela. Eu sentia como se ela me oferecesse um lugar para ser feliz, uma chance para viver e eu estava agarrando isso com tudo o que podia.
Eu dei a ela algumas razões para estar namorando comigo, eu fiz isso na cama, no chuveiro, enquanto ela vestia uma das minhas camisas no closet e estava disposto a fazer isso de novo na minha sala depois do café, depois que eu conversasse com ela. Mas enquanto eu a beijava, ainda no closet, o meu celular tocou e eu o peguei sobre o balcão para ver a tela.
- É o Heitor, preciso atender. - Eu atendi a ligação enquanto dava um beijo em seu pescoço. - Bom dia, Heitor!
- Rossi, quinze minutos não é tolerância, é atraso! - O Heitor falou com a diversão evidente na voz.
- Você sabe disso, então porque se atrasa todos os dias? - Eu falei rindo e vi a Eva se afastar de mim para acabar de abotoar a camisa que eu estava insistindo em desabotoar.

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