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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 79

"Carmem"

Eu acordei essa manhã me sentindo meio grogue, como se acordasse com uma ressaca, minha língua estava áspera, meu corpo doía e a minha cabeça estava estranha.

- Ah, a Urtiguinha acordou! Bom dia, Urtiguinha! - A tal de Berta estava me encarando, de pé ao lado da cama. Essa mulher tinha o rosto de um anjo rechonchudo, mas para mim ela era o próprio diabo.

- Sai de perto de mim, praga do Egito! - Eu me encolhi na cama.

Eu não gostava dela, mas nos últimos dias eu precisei dela até para comer, porque eu estava com tanto sono que não conseguia fazer nada sozinha. Claro, com as injeções que a boneca do mal me dava, não tinha como eu não ter sono. Eu dormia o tempo todo, minha mente vagava entorpecida. Eu nem sabia ao certo que dia da semana era, porque os últimos dias eu vivi num ciclo de de sono que parecia até um pesadelo.

Mas assim que a porta foi aberta e eu vi o Mauro entrar eu me lembrei, só podia ser segunda feira e eu não ficaria mais nem um minuto nesse hospital. O que eu fiz para chamar a atenção do José Miguel e fazê-lo voltar para o meu controle, se tornou o meu pior pesadelo.

- Carmem, querida, como você acordou hoje? - O Mauro veio até mim muito sorridente e bem brozeado.

- De péssimo humor! Enquanto você estava pegando sol em Cancun eu estava sendo tratada como uma prisioneira louca nesse inferno desse hospital! - Eu reclamei e ele se aproximou da cama, segurando a minha mão.

- Ai, doutor, está vendo? Eu não sei mais o que faço para que ela se acalme! - A Berta o encarou pestanejando os cílios sobre aqueles olhos falsamente amáveis.

- Querida, você precisa se acalmar ou eu não poderei te dar alta. - Ele falou suavemente, mas eu enlouqueci de raiva.

- SE VOCÊ NÃO ME DER ALTA AGORA, EU MESMA ME DOU ALTA E SAIO DESSE HOSPITAL HORROROSO! - Eu gritei e ele me olhou com os olhos arregalados.

- Calma, querida, eu vim justamente te informar que seus exames melhoraram e eu já assinei a sua alta, mas, Carmem, eu estou preocupado, você está muito nervosa, precisa se acalmar. Eu prescrevi a sua nova receita e nós vamos manter aquele remedinho para você se sentir melhor e mais calma. - Ele falou suavemente e suspirou. - Pelo menos o José Miguel teve a decência de contratar uma pessoa para lhe fazer companhia. A Berta é adorável, todos aqui no hospital estão verdadeiramente encatados com a dedicação dela a você, Carmem, e eu estou muito satisfeito, estivemos conversando mais cedo e ela vai te ajudar muito.

- Adorável, Mauro? ADORÁVEL? Olha aqui eu... eu... - Eu estava com tanta raiva que eu nem sabia o que dizer e talvez fosse melhor eu não dizer mais nada e só sair dali. - Eu só quero sair desse hospital!

- Claro, eu entendo. Eu já entreguei os papéis para a Berta e passei a ela as recomendações da sua dieta. Estou te dando alta, mas se comporte e siga as recomendações. Passo para te fazer uma visita no final da semana, Carmem. - O Mauro sorriu, mas estava me olhando de um jeito estranho.

- Vamos pra casa, Urtiguinha? - A Berta perguntou depois que o Mauro saiu e fechou a porta.

- NÃO ME CHAMA DE URTIGUINHA! - Eu gritei irritada. - Me dá o meu celular, vou ligar para o José Miguel vir me buscar.

- Ah, não precisa. Seu celular nem está aqui no hospital. Além do mais, o Sr. Rossi me deu instruções para levá-la para casa de taxi! - A Berta deu um grande sorriso. - Vamos? Você precisa da minha ajuda para se levantar.

- SUA INSUPÓRTÁVEL! O josé Miguel vai me pagar por esse desaforo! Anda, você sabe que me deu tanto remédio para dormir que eu preciso que você me ajude a me trocar. - Eu avisei e ela se aproximou rindo.

A Berta me ajudou a tomar um banho e a me vestir, depois, enquanto eu fiquei sentada na poltrona do quarto ela arrumou tudo e finalmente nós saímos dali, ela até seria uma boa serviçal, se não fosse tão irritante. Demorou uma eternidade para chegarmos a saída, porque aparentemente a Berta era uma querida que fez muitos amigos nesse lugar.

E quando finalmente eu coloquei os pés do lado de fora eu respirei aliviada. Eu estava livre desse hospital, agora tinha que dar um jeito de me livrar da acompanhante de Lúcifer. Mas eu não estava preparada para o que encontrei quando cheguei em casa.

- Bom dia, D. Carmem! A senhora voltou rápido.

A Candinha apareceu na minha frente com aquela cara de idiota, sempre fingindo que não sabia de nada. Eu já tinha tentado me livrar dela tantas vezes, mas parecia que o José Miguel nunca deixaria a Candinha e o Matheus para trás e eu sabia que eram esses dois que impediam que eu o dominasse completamente.

- Liga para o José Miguel agora e diz para ele vir pra casa. - Eu avisei.

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