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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 9

“Eva”

Eu já estava sentada naquele bar esperando quando a Gabriele chegou toda alvoroçada.

- Evita, desculpa o atraso, meu chefe é um inútil! Eu tive que fazer o trabalho dele de novo.

- Por isso ele é seu chefe! – Eu brinquei e ela fez uma careta pra mim.

- Deixa o meu chefe pra lá e me conta do seu. Como foi seu primeiro dia de trabalho? – Ela se virou para mim empolgada, enquanto o garçom se aproximava para anotar o pedido.

- Então, Gabi, não foi!

- Como assim não foi? Você já foi demitida? Amiga, esse é o seu novo recorde! – Ela deu uma risada.

- Ai, Gabriele, não seja debochada! – Eu brinquei. – Eu fui para o trabalho, mas aí eu tive um probleminha com o meu chefe e me demiti. Aí eu fui atropelada, o meu chefe me propôs reconsiderar e ficar com o trabalho e eu aceitei, mas fui pra casa e começo amanhã. – Quando eu terminei ela estava me olhando como se não tivesse entendido nada. – Fala alguma coisa, Gabi.

- Desculpa, é que eu parei de prestar atenção quando você disse que se demitiu e fiquei pensando por que você se demitiu?

- É que o meu chefe é o gostosão da boate. – Eu falei baixo.

- O quê? – Ela falou alto demais e chamou a atenção de algumas pessoas em volta.

- Ai, Gabi! Eu disse que...

- Eva, gatinha, te achei! – O Leon apareceu do nada em minha frente com um grande sorriso cafajeste e puxou uma cadeira para se sentar ao meu lado. – Vai dar uma volta, vai, Gabriele, eu preciso falar com a Eva.

- Vai dar uma volta você! Ninguém aqui te convidou. – A Gabriele respondeu mal-humorada, ela detestava o Leon.

- Como você me achou, Leon? – Eu perguntei irritada.

- D. Marta, sua mãe, muito gentil como sempre, me disse. Foi só dizer que eu precisava falar com você urgentemente. Eva, manda a sua amiguinha sumir, eu preciso falar com você! – O Leon passou a mão no meu cabelo.

- Ai, Leon, quer saber, eu não tenho nada pra falar com você. Vai lá atrás da sua namoradinha, vai! – Eu respondi irritada. Desde o dia da boate que eu não queria nem ver o Leon pintado e eu já nem estava sofrendo tanto assim por ele. Eu entendi que estava na hora de seguir em frente e eu não cairia na armadilha dele de novo.

- Ô, gatinha, eu terminei com a Carla e dessa vez é pra valer, não adianta ela vir mais implorando pra voltar. Vai, Eva, a gente tem um lance legal.

- Ai, Leon, a gente não tem nada, não tem...

- Mas olha, nem me surpreende, eu terminei com o Leon ontem à noite e você já está implorando pra ele ficar com você, não é, Eva! – A Carla apareceu do nada e parou diante de nós. – Pode ficar com o meu lixo, eu não ligo.

- Ai, Leon, acredita no que você quiser, mas dá o fora daqui, a Eva e eu temos mais o que fazer e você já incomodou demais. Vai, aproveita que a Carla está aqui, já faz as pazes e vão ser felizes longe de nós. – A Gabriele parecia ter recuperado a capacidade de falar.

- Fica na sua, Gabriele! Ô mulher insuportável! – O Leon reclamou e o homem que estava ao lado do José Miguel se aproximou da Gabriele.

- É melhor você não falar com ela desse jeito! – O homem falou e o Leon riu.

- Pronto, agora a chata tem um defensor. Ah, quer saber, nem é com ela o meu assunto! – O Leon se virou para mim outra vez. – Vai, Eva, admite logo que o seu amiguinho aí só está te ajudando a fazer ciúmes em mim.

- Ai, Eva, você é patética! – A Carla fez uma cara de nojo pra mim e eu teria voado no pescoço dela.

Mas eu não consegui dar um passo, pois o José Miguel me virou de frente para ele, me segurou pela cintura e antes que eu pudesse compreender o que ele ia fazer, sua boca já estava colada à minha e ele já estava me beijando e me segurando contra o seu corpo como se fosse me devorar.

E como aquele beijo era bom, me fez esquecer completamente que o Leon estava ali, me fez esquecer até que eu estava beijando o meu chefe que tinha exigido que eu esquecesse o que tinha acontecido. E eu só pensei em beijá-lo pelo maior tempo possível, passei os meus braços no seu pescoço e o beijei.

Eu tenho certeza que nós demos um belo show, porque foi um beijo longo, a língua dele percorreu cada canto da minha boca espalhando o seu gosto mentolado em minha boca. E quando a mão dele deslizou pelas minhas costas e segurou a minha nuca, virando a minha cabeça levemente para o lado, dando a ele ainda mais acesso a minha boca, eu senti como se uma corrente elétrica fluísse daquele toque por todo o meu corpo.

Aquele homem, definitivamente, sabia o que fazer com uma mulher. E quando ele foi diminuindo o ritmo para terminar o beijo e puxou o meu lábio inferior nos seus eu não consegui evitar um suspiro de contentamento. Ele tocou o meu rosto gentilmente, eu ainda estava de olhos fechados.

- Oi, amorzinho! Você quer ir para outro lugar? – Ele perguntou suavemente, com aquela voz baixa e rouca que fazia os pelos do meu corpo se arrepiarem.

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