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Amor por Acidente - A Stripper e o Bilionário romance Capítulo 102

~NICOLAS~

A lua mal iluminava o caminho enquanto Ayla e eu caminhávamos pela trilha estreita na floresta. A brisa noturna soprava entre as árvores, carregando o cheiro úmido da terra e das folhas. O som da fogueira acesa no acampamento ainda ecoava à distância, mas aqui, entre as sombras das árvores, havia um silêncio reconfortante.

— Você deveria ter trazido um casaco — comentei, observando como o vento bagunçava seus cabelos.

— Você parece meus filhos — ela ri, como se estivesse lembrando de algo. — Eu gosto do frio — disse com um sorriso de canto.

Eu não sabia exatamente como acabamos indo juntos buscar lenha. Talvez tenha sido coincidência, ou talvez eu estivesse encontrando desculpas para passar mais tempo ao lado dela sem admitir isso para mim mesmo.

Ela caminhava à minha frente, os passos leves, os olhos atentos ao chão coberto de galhos. Por um momento, eu me permiti observá-la sem pressa. Havia algo de magnético em Ayla. Algo que parecia sempre puxar minha atenção para ela, mesmo quando eu tentava lutar contra isso.

De repente, ela parou, fechou os olhos e respirou fundo.

E então, sem aviso, começou a girar sobre a terra úmida, os braços leves como se fossem conduzidos pelo vento.

Eu fiquei parado, simplesmente assistindo.

Ela dançava.

Não como quem tenta impressionar alguém ou se exibir. Não havia técnica estudada ou movimento ensaiado. Era puro instinto. Um chamado natural do corpo para a música que só ela parecia ouvir.

Meu peito apertou.

Aquela cena...

Era familiar.

Minha mão foi instintivamente até a câmera pendurada no meu pescoço. Antes que eu percebesse, já havia ajustado o foco e apertado o obturador. O som do clique ecoou baixo na noite, mas ela ouviu. Eu adorava fotografá-la enquanto ela estava no seu momento mais puro.

Ayla parou de girar e olhou para mim, o peito subindo e descendo com a respiração acelerada

— Está tentando capturar minha alma, Sartori?

— Só tentando entender você.

Ela sorriu de canto.

— Boa sorte com isso.

Antes que eu pudesse responder, um trovão rompeu o silêncio da noite.

Olhei para cima. O céu, que antes era apenas uma tapeçaria de estrelas, agora estava carregado de nuvens escuras.

Outro trovão ribombou ao longe.

— Droga — murmurei.

Ayla já estava pegando algumas toras secas do chão.

— Vamos logo, antes que comece a chover.

Mas não fomos rápidos o suficiente.

O primeiro pingo caiu no topo da minha mão. O segundo atingiu o rosto de Ayla. Em questão de segundos, a chuva veio com força total.

— Precisamos encontrar abrigo! — gritei por cima do barulho das gotas batendo nas folhas.

Ela apontou para uma estrutura mais à frente. Uma cabana de madeira, meio escondida pela vegetação. Provavelmente usada como depósito para ferramentas.

Corremos. As folhas molhadas tornavam o chão escorregadio, e eu tive que segurar Ayla pelo pulso quando ela quase caiu.

Assim que chegamos à cabana, empurrei a porta e entramos apressados, ofegantes.

O espaço era pequeno e rústico, com algumas prateleiras velhas e um banco de madeira no canto. O cheiro de madeira molhada se misturava ao da terra úmida lá fora.

— Ótimo — Ayla murmurou, passando as mãos pelos cabelos encharcados.

Soltei um suspiro, observando como seu vestido fino estava colado ao corpo, revelando as curvas suaves por baixo do tecido.

Ayla percebeu meu olhar.

E não desviou.

O ar dentro da cabana ficou mais denso, carregado de algo que eu não conseguia nomear, mas sentia em cada célula do meu corpo.

Ela deu um passo à frente, a boca entreaberta, como se quisesse dizer algo. Mas não disse.

Porque, no segundo seguinte, eu puxei-a contra mim e a beijei.

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