~ NICOLAS ~
— Por onde quer começar?
Era uma excelente pergunta, porque a verdade é que eu não fazia ideia de por onde queria começar. O silêncio entre nós era pesado. Eu me levantei do sofá, tentando afastar o desconforto que crescia dentro de mim. Caminhei em direção a Nyx, com passos lentos, observando seus movimentos com cautela. Quando me aproximei, vi que ela deu um leve passo para trás, como se recuasse de mim. Havia uma tensão visível nela, uma hesitação que sugeria que, apesar de todo o controle que ela exibia, havia algo mais profundo.
Se fosse realmente a sua primeira vez dormindo com clientes, era natural que estivesse com medo, ou, pelo menos, desconfortável. Mas logo vi o momento em que ela se recompôs. Ela parou de tentar se afastar e, por um segundo, nossa proximidade parecia quase normal. Um jogo de poder e vulnerabilidade que ambos estávamos desempenhando, mesmo sem ter certeza de onde ele nos levaria.
Me aproximei o suficiente para sentir o calor do corpo dela, irradiando como uma corrente elétrica que passava de sua pele para a minha. Mesmo com a distância mínima entre nós, eu percebi algo — ela estava tremendo. Não era um tremor muito visível, mas a tensão no ar ao nosso redor denunciava isso.
— Você está tremendo — comentei em voz alta, sem pensar muito antes de falar.
Ela sorriu de leve, mas seus olhos mostravam que, de alguma forma, ela estava tentando negar o que sentia. Negar o medo.
— Estou bem — disse ela, balançando a cabeça, como se aquilo fosse uma resposta automática.
Eu queria aliviar o clima de alguma forma, então fiz a primeira coisa que me veio à cabeça.
— Quer uma bebida?
Ela pareceu pensar por um segundo, talvez considerando se isso a ajudaria a relaxar. Eu me virei e caminhei até o bar do quarto. Não havia muita variedade, o que não era surpresa. A boate claramente não investia nas melhores marcas, e o que eles tinham ali não era nada que me impressionasse. Ainda assim, talvez ela precisasse de algo para acalmar os nervos, e eu não poderia culpá-la por isso.
— Só para constar — disse Nyx, sua voz quase tão tremula quando seu corpo — as bebidas não estão inclusas. E, se aceitar a sugestão, meu chefe infla bastante os preços.
Eu ri, mais pelo nervosismo do que de sua fala. Respondi sem pensar:
— Dinheiro não é problema.
Ela bufou, claramente irritada, e revirou os olhos. Foi então que percebi o quanto soei insensível. Eu havia acabado de “ganhá-la” em um leilão, e ali estava eu, tratando-a como se fosse uma mercadoria, como se ela tivesse o mesmo valor que aquelas garrafas baratas.
Lentamente, ela começou a tirar as peças de roupa. Primeiro, o vestido que caiu aos seus pés, revelando a lingerie rendada que abraçava suas curvas de maneira provocante. Seus movimentos eram calculados, cada deslizar de tecido, cada pequeno toque em sua própria pele, como se fosse parte de uma coreografia cuidadosamente ensaiada. E talvez fosse. Meu coração acelerou quando ela desabotoou o sutiã, deixando-o cair ao chão.
Seus seios eram pequenos, mas firmes e redondos, o combo perfeito para caber perfeitamente em minha boca. As aureolas tão rosadas quanto suas bochechas envergonhas me levavam a loucura. O corpo dela se revelava aos poucos, e a cada peça que caía, a tensão no ar aumentava. A cada centímetro de pele exposta, eu sentia meu controle escorregar. Eu mal tinha me dado conta de quão excitado eu já estava, mas meu membro estava tão rígido que latejava de forma dolorosa.
A maciez da pele dela refletida sob a luz suave do quarto era quase surreal, como uma pintura viva. Eu não sabia se era a sensualidade do momento ou algo mais profundo, mas havia algo em Nyx que me deixava completamente louco.
Seus olhos estavam sempre em mim, monitorando cada reação minha, e eu sabia que ela percebia o efeito que tinha sobre mim. Eu quase não respirava, cada movimento dela era um convite velado, uma promessa que pairava no ar. Quando finalmente ela ficou apenas com uma calcinha minúscula, seu corpo praticamente brilhando à luz baixa, minha mente já não conseguia pensar em mais nada. Só nela.
Quando a música terminou, ela não hesitou. Se aproximou de mim, o som de seus saltos abafado pelo tapete, e colocou uma perna de cada lado do meu corpo, montando-se sobre mim. A proximidade era sufocante e intoxicante ao mesmo tempo. Eu sentia o calor do corpo dela tão próximo que parecia queimar.
Ela inclinou-se, aproximando o rosto do meu, seus olhos me prendendo no lugar, sem me deixar escapar.
— E agora? — sussurrou, sua voz baixa, quase um desafio.

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