~ NICOLAS ~
Senti o sangue pulsar em minhas veias, e sem pensar duas vezes, agarrei-a pela cintura. O movimento foi rápido, quase instintivo. Em um piscar de olhos, nossos corpos inverteram de posição, e agora ela estava deitada no sofá, seus cabelos espalhados, os olhos fixos nos meus. Meu corpo pairava sobre o dela, as pernas de Nyx se entrelaçando nas minhas, e naquele momento, a atmosfera do quarto pareceu mudar. O som da chuva lá fora era abafado pela respiração pesada que ambos compartilhávamos.
Minhas mãos deslizaram lentamente pela sua barriga, sentindo cada curva delicada, cada suspiro que ela tentava controlar. A textura da pele dela, quente e macia, parecia pulsar debaixo dos meus dedos. Eu podia sentir o calor que emanava de seu corpo, intensificando o desejo que crescia em mim a cada segundo. Meus lábios pairavam a centímetros dos dela, e por um momento, o mundo parecia ter desaparecido ao redor. O magnetismo entre nós era inegável.
Foi então que me lembrei da regra.
Sem beijo na boca. Aquele pensamento se chocou contra o desejo que queimava dentro de mim. Eu poderia ultrapassar essa linha com tanta facilidade, mas as palavras ecoaram na minha mente como uma barreira invisível que eu não poderia quebrar.
Desviei meus lábios, levando-os até o pescoço dela. O cheiro dela, suave e ao mesmo tempo intoxicante, preencheu meus pulmões enquanto eu a puxava ainda mais para perto. Seus músculos tensionaram-se por um breve segundo, mas logo relaxaram quando meus lábios deslizaram pela pele macia de seu pescoço, até seus ombros. Minhas mãos subiram, firmes, fechando-se ao redor de seus seios, sentindo a textura aveludada de seus mamilos enrijecidos. Era uma sensação tão intensa quanto a batida do meu coração.
Foi então que ouvi um pequeno gemido, sutil, escapando dos lábios dela. Não era algo ensaiado ou forçado, mas natural, uma reação involuntária à proximidade, ao toque. Aquele som, mesmo baixo, reverberou dentro de mim, como uma faísca que acendeu algo ainda mais profundo. Levantei os olhos para ela, capturando cada expressão que cruzava seu rosto. Seus lábios entreabertos, sua respiração irregular, e algo nos olhos dela — talvez um reflexo de rendição ou até mesmo vulnerabilidade — me paralisou.
Por alguns segundos, ficamos assim. O quarto parecia encolher ao nosso redor, enquanto o espaço entre nós diminuía. Havia algo que me impedia de continuar, como se houvesse uma linha tênue que eu não deveria ultrapassar, e aquele momento era o ponto de virada.
— Qual é o seu nome? — perguntei, minha voz saindo mais rouca do que eu pretendia. Eu precisava saber. Precisava de algo real no meio de toda aquela tensão.
Ela hesitou. Por um breve momento, vi a incerteza em seus olhos, como se estivesse ponderando se deveria me dar a resposta que eu buscava ou continuar no papel que desempenhava tão bem.
— Nyx — respondeu, sua voz fria, quase distante, como se quisesse manter as barreiras intactas.
Eu ri, mas o som foi amargo, cortante. Não era isso que eu queria ouvir. Havia algo dentro de mim que pedia mais, algo além da mulher que estava diante de mim agora, algo além do nome que ela usava como um escudo.
— Não — murmurei, ainda segurando seu olhar, a respiração pesada enquanto tentava afastar o desejo que pulsava dentro de mim. — Não é esse o nome que eu quero saber.
Ela continuava me encarando, sem mover um músculo. Mas eu já havia perdido o ímpeto inicial. Senti meus próprios limites surgirem, uma batalha interna se travando dentro de mim. A mulher à minha frente era mais do que aquilo, eu sabia. E eu não estava preparado para tratar aquilo como uma simples transação.
Relutando contra cada instinto que gritava para seguir em frente, fechei os olhos por um instante, tentando me recompor. Quando os abri, minhas palavras saíram como uma súplica contida, carregadas de algo que eu não queria admitir.
— Por favor, Nyx... vista-se.
Ela me olhou, confusa, como se não tivesse entendido de imediato o que eu havia dito.
— O quê? — sua voz soou hesitante.
Eu repeti, mais firme desta vez, enquanto me levantava do sofá e lhe dava as costas, caminhando em direção ao bar para encher outro copo de bebida. Ouvi o som suave de suas roupas sendo ajustadas às minhas costas, indicando que ela estava fazendo exatamente o que eu mandei. No entanto, sua voz, agora mais fraca, quebrou o silêncio entre nós.
— Fiz algo de errado?

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