A música preencheu o quarto com uma batida pesada, enquanto meu corpo se movia de maneira fluida e controlada. Eu estava usando uma fantasia de couro toda preta, extremamente sexy. A cada movimento, sentia olhar de Nicolas em mim, pesado e intensamente focado. Ele estava hipnotizado, seus olhos fixos em cada curva do meu corpo. O toque do couro, apertando a minha pele, fazia-me sentir poderosa, no controle, mas sabia que ele gostava do meu corpo mais do que da minha performance. E, ainda assim, ele nunca tomava a iniciativa.
Quando terminei a coreografia, vi seus olhos seguirem cada movimento meu, um olhar que sempre me desestabilizava. Ele me observava como se estivesse esperando algo, mas não se movia, não dizia nada. Eu esperava que ele pedisse algo, que me tomasse de alguma forma, mas nada vinha.
De repente, ele quebrou o silêncio, com uma expressão séria, um pequeno sorriso nos lábios.
— Você não usou a roupa que pedi — ele disse, a voz suave, mas firme.
O que me incomodava em seu pedido era o fato de que, de alguma forma, essa roupa representava o que ele havia visto de mim naquela noite – uma Ayla mais verdadeira, mais vulnerável. Eu não queria reviver aquele momento, por mais que estivesse profundamente marcada por ele.
— Esqueci — menti, tentando desviar o assunto, mas minha voz saiu fraca demais para ser convincente.
Nicolas me observou com seus olhos penetrantes, e eu sabia que ele percebeu que estava mentindo.
— Mentira — ele disse, com um sorriso ligeiramente irônico. — Eu sei que você não esqueceu.
O silêncio pairou no ar por um momento. Eu queria dizer algo, mas não conseguia. Era estranho como ele me afetava, como suas palavras, seu olhar, faziam meu corpo reagir de maneira que eu não podia controlar.
— Por que não usou a roupa que pedi? — Ele questionou novamente, sua voz mais suave, mas ainda com um tom de curiosidade.
— Eu... — minha voz falhou por um instante, e então, sem pensar, disse: — Se isso te incomoda, posso tirar a fantasia.
Ele riu da forma como escapei e balançou a cabeça negativamente.
— Não. Fique assim — disse ele, estendendo a mão em minha direção. — Venha aqui.
Caminhei até ele, sentando-me no seu colo, os olhos dele nunca deixando o meu corpo. Ele beijou meu decote suavemente, com uma intensidade que me fez tremer. Seus lábios estavam quentes e suaves contra minha pele, e cada toque parecia me consumir.
— Você está sempre linda — ele murmurou, seus dedos deslizando pela minha cintura, me puxando mais para perto. Eu sentia a força de seu corpo contra o meu, e isso me deixava cada vez mais confusa. Por que ele não me tomava de uma vez?
A cada beijo que ele me dava, a cada toque em minha pele, eu me entregava mais e mais. Ele me puxou para a cama, deitando-se ao meu lado, seus olhos fixos nos meus.
— Está pronta para continuar a série?
Eu o encarei, confusa, sem saber o que ele realmente queria.
— Por que você não quer transar comigo? — perguntei diretamente, não conseguindo mais esconder a dúvida que estava me consumindo.
Ele riu, como se minha pergunta fosse engraçada, e seu olhar se suavizou.
— Quem disse que eu não quero? — Ele respondeu com um sorriso. Era quase como se ele estivesse brincando com a situação.
Eu não sabia como reagir. Então, tentei mais uma vez.
— O que eu estou fazendo de errado, então, Nicolas? — perguntei, sem conseguir esconder a frustração que se acumulava dentro de mim.
Ele se virou para me olhar, um brilho nos olhos que me fez sentir desconfortável, mas, ao mesmo tempo, me atraía. Ele tocou meu rosto com delicadeza, acariciando minha pele como se fosse algo precioso.
— Nada, Nyx. Você é perfeita — ele disse com um tom baixo e gentil, mas eu sabia que havia algo mais escondido nas palavras dele.
Ele riu suavemente, quebrando a tensão, e mudou de assunto repentinamente.
— Não é justo que você me chame de Nicolas — ele brincou. — Eu quero um codinome também.


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