~NICOLAS~
O som da televisão preenchia o quarto enquanto assistíamos a nossa série. Os risos de ambos ecoavam no ambiente, seguidos de comentários bobos que só faziam sentido para nós. Mas eu estava perdido em outro tipo de pensamento. Eu não conseguia evitar. Aquela cena, aquela vibe... parecia tão simples, tão... normal. Eu poderia fazer aquilo com ela pelo resto da minha vida. Apenas nós dois, sentados juntos, compartilhando momentos bobos, rindo das mesmas piadas e vivendo no mesmo ritmo.
Aquela era a garota que eu queria. Mas o problema era que eu não sabia nada sobre ela. Nada real. O que ela gostava? O que ela sonhava? O que mais havia por trás daquela fachada de mulher poderosa e sedutora? Eu queria saber. E, de alguma forma, sabia que a distância entre nós era mais do que apenas o nome que ela não me dava.
Suspirei, desligando a TV.
— Qual é seu nome? — Perguntei mais uma vez.
Ela riu, quase como se aquilo estivesse se tornando uma piada para ela.
— Nyx.
Ri de volta, balançando a cabeça. Aquilo ainda me frustrava, mas ela derretia minha raiva com aquele sorriso.
— Está ficando tarde, Nyx — falei, tentando suavizar o peso do nome não dito.
— Você precisa ir embora? — Ela perguntou com um tom tão casual, como se não tivesse importado muito, mas havia algo no ar que me dizia o contrário.
Eu a observei por um segundo, o silêncio entre nós aumentando antes de continuar.
— Não sem antes você dançar para mim, como sempre faz.
Nyx se levantou sem hesitar, a confiança exalando dela. Ela sabia exatamente o que estava fazendo. Mas, mais uma vez, ela não estava usando a roupa que eu pedi. Eu deveria me sentir frustrado, mas não estava. Ela estava com um top e uma saia curta, tão curta que quase era impossível não focar na exposição que ela proporcionava com cada movimento que fazia. E, francamente, era difícil ignorar isso.
Ela sabia como me provocava, e aquilo mexia comigo mais do que eu gostaria de admitir. A ideia de vê-la vestir-se assim, quando ela sabia que eu não esperava um strip-tease, me diz que ela tinha pensado naquele detalhe apenas para me seduzir e isso me excitava de um jeito que eu não sabia lidar. Eu tentei olhar para outro lado, tentando manter o controle, mas em dois segundos, lá estava eu, admirando-a como se fosse a primeira vez.
— Você... — Comecei a dizer, com dificuldade. — Você é impressionante.
Ela riu suavemente, como se já soubesse o efeito que tinha sobre mim. Era como se a dança fosse só mais uma forma dela me desestabilizar. Como se ela estivesse esperando isso.
Ela se aproximou lentamente e estendeu a mão.
— Vamos dançar juntos — disse, sua voz baixa.
Não sabia dançar, mas era como se o simples gesto de aceitar aquele convite fosse mais do que suficiente para me deixar sem palavras.
Ela riu e me puxou para mais perto, colocando suas mãos em meu peito, guiando o ritmo, fazendo com que nossos corpos se movessem de acordo com a música. A proximidade era demais. Os nossos corpos estavam colados, e, com cada movimento, a minha ereção se tornava mais difícil de esconder. Eu estava perdido, completamente imerso naquele momento, sem saber o que mais fazer, a não ser seguir os movimentos dela.
E então, de repente, ela me fez parar. Seus olhos se encontraram com os meus, desafiadores, e ela deslizou seu corpo pelo meu, de forma tão sensual que me deixei levar. Sua bunda subindo e descendo pelo meu pau mais de uma vez. Era um jogo entre nós dois, mas um jogo de fogo, e eu sabia que qualquer erro poderia me consumir por completo.
Ela começou a despir-me, primeiro o blazer, depois a camisa. Eu mal consegui respirar, e, por fim, não consegui resistir.
— Você está mexendo com fogo — murmurei, tentando me controlar, mas as palavras saíram sem querer.
Ela sorriu, se aproximando mais de mim, como se já soubesse o que queria.
Enquanto ajeitava suas roupas, ela deu de ombros, quase como se não se importasse.
— Sim, você é o cliente — respondeu, com uma indiferença que me cortou ao meio.
Eu fiquei parado, sem saber o que mais dizer. Ela estava certa, eu era apenas um cliente. Mas, por algum motivo, isso me fez sentir ainda mais raiva.
— Então tudo para você é sobre negócios? Sobre dinheiro?
— Foi você quem começou, me comprando em um leilão! — Seu tom não esconde o quando aquilo a ofendia. Quase como se ela desejasse que eu a tivesse buscado de qualquer outra forma que não aquela.
— Então você acha melhor que eu tivesse deixado outros homens te tocarem?
Ela não hesitou em me responder.
— Talvez sim. — As palavras dela cortaram como uma faca.
A raiva tomou conta de mim, e, sem pensar, quebrei a garrafa de whisky na mesa ao lado. O vidro estilhaçou, espalhando o som da frustração no ambiente.
— Se é assim que você prefere, então eu não volto mais. — Minha voz estava cheia de amargura.
Eu a encarei, esperando que ela dissesse algo, mas ela não fez nada. Não disse uma palavra. Eu não queria mais ouvir a indiferença dela. Sem mais palavras, me vesti rapidamente e me virei para sair.

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