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Amor por Acidente - A Stripper e o Bilionário romance Capítulo 51

~TERI~

A porta se abriu devagar, revelando Ricardo sentado em uma poltrona de couro já desgastada, com um copo de uísque equilibrado entre os dedos. Ele parecia à vontade demais naquele ambiente, entregando que não era sua primeira vez em um lugar como aquele. O sorriso despreocupado em seu rosto foi a primeira coisa que notei, seguido pelo olhar ligeiramente avaliador que ele lançou em minha direção.

— Até que enfim — ele disse, levantando o copo em uma saudação preguiçosa. — Achei que fosse me deixar esperando a noite toda.

Cruzei os braços e encostei-me à porta, lançando um olhar provocador.

— Não está acostumado a aguardar por algo bom?

Ele riu, tomando um gole do uísque e me observando com aquele olhar casual que misturava charme e atrevimento.

— Para algo realmente bom, eu espero o tempo que for necessário.

— Direto aos negócios? — perguntei, com um sorriso travesso.

Ele arqueou a sobrancelha, um sorriso brincando nos lábios.

— Qual deles?

Ri enquanto arrastava a mala para dentro do quarto.

— O do apartamento, claro. Que outro seria? — empurrei a mala para um canto e me aproximei dele, cruzando os braços. — Então, o que acha? Vamos direto ao ponto ou você vai continuar enrolando?

— Eu diria que estamos exatamente no ponto certo. — Ele deslizou as mãos pelo meu quadril e me puxou um pouco mais para perto, seus dedos firmes, mas sem pressa.

Revirei os olhos, mas não me afastei. Havia algo irritantemente magnético nele. Ricardo era intenso, do tipo que parecia querer explorar cada detalhe do momento sem pressa, mas com um objetivo muito claro. Ele se aproximou mais, suas mãos firmes na minha cintura, puxando-me contra ele. O calor do seu corpo parecia aumentar a temperatura do quarto.

— Sem beijos, lembra? — alertei, a voz baixa, mas firme, enquanto seus lábios pairavam perigosamente perto do meu rosto.

Ele sorriu, um sorriso de canto, como se aquilo fosse um desafio que ele estava disposto a aceitar.

— Não se preocupe, Teri.

— Cat — o corrigi. — Aqui é Cat.

— Eu sou um homem de palavra, Cat... quando quero. — Sua voz tinha um tom rouco e sedutor, e suas mãos deslizaram da minha cintura para minhas costas, firmes.

Eu o empurrei suavemente e caminhei até a cama, consciente de cada passo, sabendo que ele me observava atentamente. Retirei o casaco com um gesto deliberado, deixando-o cair no chão, e virei-me para encará-lo.

— Vai ficar aí parado? Ou está pensando em desistir? — perguntei com um sorriso provocador, cruzando os braços enquanto o encarava.

Ele soltou uma risada baixa e começou a tirar a camisa. Seus movimentos eram calmos, mas calculados, como se ele quisesse prolongar o momento. Quando ele finalmente se aproximou, vestindo apenas a calça, suas mãos encontraram minha cintura novamente, puxando-me para mais perto. Seu toque era firme, mas não apressado, e havia um desejo seu olhar que me fez estremecer.

Ele passou os lábios pelo meu ombro, deixando um rastro quente que fazia minha pele formigar..

— Você sabe jogar, Cat. — Sua voz era um sussurro próximo ao meu ouvido. — Mas eu também sei.

— Não! — gritei, tentando avançar, mas ele me segurou pela cintura, puxando-me para fora da boate.

A fumaça estava mais espessa agora, tornando difícil enxergar ou respirar. Ele praticamente me arrastou pelo corredor, protegendo-me com o blazer enquanto eu lutava contra ele, tentando voltar.

Quando finalmente chegamos do lado de fora, o ar fresco encheu meus pulmões, mas não trouxe alívio. Um grupo de pessoas já estava reunido ali, assistindo ao caos enquanto outras ainda saíam do prédio.

Meus olhos varreram o lugar desesperadamente, e então algo clicou na minha mente.

— Não... — sussurrei, mais para mim mesma do que para ele.

Ricardo me olhou, confuso, enquanto eu me afastava de repente, correndo em direção à entrada.

— Cat! Volte aqui! — ele gritou, correndo atrás de mim.

Antes que eu pudesse chegar longe, senti seus braços em volta da minha cintura, levantando-me do chão. Eu me debati, chutando e gritando, mas ele não me soltou.

— Me solta, Ricardo! Eu preciso voltar! — gritei, com lágrimas escorrendo pelo rosto.

— Você está louca?! Vai se matar por causa de dinheiro?! — ele gritou de volta, a voz carregada de raiva e preocupação.

— Não é isso! — gritei, finalmente desistindo de lutar. — Minha melhor amiga ainda está lá dentro!

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