A casa de Nicolas parecia maior do que qualquer mansão que eu já tinha visto. E, por já ter visto, eu queria dizer em filmes ou seriados, é claro. Enquanto ele dirigia pelo longo caminho de entrada, meus olhos não conseguiam captar tudo. As luzes externas iluminavam as imensas janelas e paredes de vidro que refletiam o brilho da madrugada. Quando o carro parou na garagem, quase perdi o fôlego. Havia espaço para mais de dez carros ali, e o lugar era tão impecável que parecia mais uma galeria de arte do que uma garagem.
Assim que entrei na casa, fui recebida por um silêncio impressionante. Cada passo que eu dava fazia ecoar pelo chão de mármore polido. O teto alto, os lustres de cristal e os móveis elegantes pareciam saídos de uma revista de design de interiores.
— Quantas pessoas moram aqui? — perguntei, minha voz reverberando pela sala gigantesca. — Isso aqui dá para hospedar um elenco inteiro de Os Vingadores!
Nicolas riu enquanto tirava o paletó e o jogava casualmente sobre uma poltrona.
— Oficialmente? Eu e minha filha. Além disso, minha irmã, o marido dela, e meus sobrinhos e, claro, os funcionários. Ah, e meu primo, que às vezes acha que mora aqui também.
Eu me movia pela sala, quase em um giro, tentando absorver tudo ao meu redor. O espaço parecia interminável, cada canto mais impressionante que o outro.
— Você tem noção de que dá para montar uma peça de balé inteira só nessa sala?
Ele levantou uma sobrancelha, curioso.
— Balé? — ele soou surpreso com a escolha.
— Sou uma entusiasta — respondi, ainda tentando manter a casualidade enquanto me deixava perder um pouco naquele ambiente surreal.
Nicolas sorriu levemente, encostando-se ao encosto de um dos sofás.
— Fico feliz em apresentar o resto da casa depois. Mas agora você precisa descansar.
Voltei à realidade. Claro, descanso. Era o mínimo que eu precisava naquele momento, embora minha mente estivesse a mil.
— Será que posso ver a Teri primeiro? Quero saber como ela está.
Ele assentiu com um pequeno sorriso.
— É claro. Vou levá-la até ela.
Subimos uma longa escadaria de mármore branco, ladeada por um corrimão metálico que brilhava à luz suave dos lustres. No terceiro andar, paramos em frente a uma porta de madeira maciça. Nicolas indicou com a cabeça.
— Sua amiga está aqui. Vou deixar vocês conversarem e descansarem. Qualquer coisa, é só me mandar uma mensagem...
— Eu tô sem meu celular... Minha bolsa ficou na boate...
— Tem um interfone no quarto. Você pode pedir para os funcionários me chamarem.
— Obrigada. Boa noite, Nicolas.
Ele ficou parado por um instante, como se quisesse dizer algo mais. Seus olhos carregavam algo que eu não conseguia decifrar.
— Boa noite, Ayla — respondeu, antes de se afastar pelo corredor.
Abri a porta devagar, chamando baixinho:
— Teri?
O que me recebeu não foi exatamente o que eu esperava. Não era um quarto comum, mas uma espécie de sala anexa, com sofás confortáveis e uma pequena mesa de centro com flores frescas. Suspirei, balançando a cabeça e murmurando:
— Claro, porque bilionários precisam de... salas de espera em seus quartos, não é?
Segui em frente, abrindo outra porta, e dessa vez entrei em um quarto propriamente dito. O espaço era gigantesco, com uma cama king size que parecia um mar de lençóis brancos. Teri estava sentada no centro da cama, olhando para a TV, mas seu olhar parecia distante, como se não visse nada.
— Teri? — chamei novamente, dessa vez mais alto.
Ela virou a cabeça rapidamente, e seus olhos se iluminaram quando me viu.
— Graças a Deus, você está bem!
Corri até ela, chutando os sapatos para longe, sentando-me ao seu lado e envolvendo-a em um abraço apertado.
— Também fiquei preocupada com você.

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