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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 124

Capítulo 124

Sara

Nem sei dizer quando a roupa que eu usava saiu do meu corpo. Foi tudo rápido, urgente. Aaron a puxou com facilidade, como se já tivesse feito isso mil vezes. E eu… eu nem protestei. Só senti o ar frio bater na pele antes do calor das mãos dele me cobrir por inteiro.

Aquela maldita camiseta cinza que ele usava… tirei também. Agarrei a barra e puxei para cima, sentindo os músculos dele se moverem sob meus dedos, mas cuidando com seu ombro. Ele deixou, com aquele olhar cravado em mim como se estivesse me devorando só com os olhos. A pele dele era quente, o corpo forte, o peito firme, a barriga desenhada… Quis apertar, e apertei. Quis morder, e mordi o ombro dele com leveza, só pra provocá-lo.

Aaron riu contra minha boca, o beijei.

As mãos dele deslizaram pelas minhas coxas, subindo devagar, como se estivesse mapeando meu corpo. Quando ele ergueu minha perna direita e a apoiou na coxa dele, quase na cintura, senti meu corpo inteiro reagir. Como se ele tivesse acendido algo dentro de mim. Instintivo, profundo, incontrolável.

— Aqui que gosta, não é? — ele murmurou com a voz rouca, a mão firme entre minhas pernas, pressionando com precisão.

Fechei os olhos e arfei, agarrando os braços dele com mais força do que pretendia. Estava sensível demais, viva demais. O toque dele me atingia como se tivesse eletricidade.

— Aaron… — sussurrei, sem saber se era um pedido ou um alerta.

— Shh… — ele respondeu com um beijo lento no meu maxilar. — Só sente. Deixa comigo.

E eu deixei.

Seu dedo deslizou pelo tecido da minha calcinha, e então por dentro dela, com uma confiança que me fez perder o fôlego. Eu estava molhada. Pronta. Ridiculamente receptiva a tudo o que ele fazia.

Ele me olhava enquanto mexia ali, entre minhas pernas, com movimentos precisos e ao mesmo tempo intensos. Como se estivesse me explorando, me conhecendo, me testando. Meu quadril se moveu sem que eu mandasse. Meu corpo inteiro pedia mais, precisava de mais.

Aaron sorriu, aquele sorriso torto e sacana que me tirava do sério, e se aproximou ainda mais, pressionando o corpo quente e sólido contra o meu.

— Você é linda assim… gostosa — ele disse com a boca colada à minha pele. — Cada parte sua quer ser tocada. Eu sinto.

— Cala a boca e me beija — respondi, puxando-o pela nuca. E ele obedeceu.

Me beijou como se quisesse entrar em mim só com a boca. E talvez quisesse. Talvez fosse isso. Talvez ele quisesse provar que, mesmo com um ombro machucado, ainda podia me deixar de pernas bambas com um toque, um beijo, um movimento do quadril.

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