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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 125

Capítulo 125

Sara

O corpo dele estava quente sob o meu, firme e entregue. Cada parte de Aaron parecia ter sido desenhada para me provocar.

Puxei um preservativo que estava na minha bolsa perto da cama e o encapei enquanto o seduzia com o olhar.

Me encaixei sobre ele devagar, sentindo o contato direto da pele contra a minha, o contraste entre o calor do nosso desejo e o frio que ainda pairava lá fora, do lado de fora do quarto.

Ele me olhava como se eu fosse algo que ele esperou por muito tempo. E talvez fosse mesmo. Talvez os dois estivéssemos segurando demais, por orgulho, por medo… ou por saber o que significaria ceder.

Eu não queria segurar mais nada.

Minhas mãos passaram pelo abdômen dele, firme e definido, subindo até seu peito. Ele gemeu baixo quando voltei a me inclinar e o envolvi novamente com a boca, sentindo cada reação do corpo dele, cada pequeno movimento involuntário, cada respiração acelerada. Era como se eu estivesse dançando com a tensão dele, guiando o ritmo com a língua, com os lábios, com a ousadia que adoro.

Aaron segurou meus quadris com mais força, tentando manter o controle. Mas ele estava perdendo.

— Sara… — sua voz veio rouca, falha, um sussurro suplicante. — Se continuar assim...

— Shhh… — interrompi, subindo de novo pelo seu corpo e colando minha boca à dele. — Fica quieto e sente.

Me encaixei nele, mexi fazendo o que sei fazer.

Beijei-o com vontade, com entrega. Não havia mais joguinhos entre nós, nem orgulho. Só calor, desejo. Dois corpos que se entendiam como se já se conhecessem há anos. Vi seu semblante enlouquecer, senti suas mãos me apertarem mais forte.

Mexi conforme eu gosto. Do jeito que sinto mais prazer, até sentir meu orgasmo chegar.

— Nossa! A quanto tempo não sentia isso...

— Pode sentir todos os dias...

Aaron inverteu nossa posição, me deitando com cuidado sob ele, mas com firmeza. Senti o peso do seu corpo, a força dos músculos enquanto ele segurava minha perna de novo, encaixando-a ao redor de sua cintura. Sua mão voltou a me tocar, lá no meio, e dessa vez com mais pressão, mais precisão. Como se estivesse me preparando. Só que eu já estava inchada demais, querendo demais.

Meu corpo arqueou sob o dele, e gemi seu nome. Baixo, quase implorando. Ele me olhou com intensidade, a respiração descompassada, e sussurrou contra minha boca:

— Você é sensual demais, entregue, solta. Selvagem.

— Então cala a boca e me toma de uma vez — rebati, puxando-o pra mim, faminta.

Ele riu, um riso abafado, e me beijou de novo. Um beijo profundo, cheio de promessas que eu não poderia cumprir.

E então, sem mais palavras, ele atendeu ao meu pedido.

Meu corpo ainda tremia. O suor colava nossos peitos, nossas pernas, e o silêncio que se instalou parecia mais pesado do que o próprio ato.

Não sei em que momento isso aconteceu, mas quando ele assumiu o controle, perdi os sentidos. Segurei o que alcancei na cama e apertei tão forte que senti meus dedos doerem.

Forcei as pernas, gemi e tive vontade de morder seu corpo inteiro. Ele metia forte, com pegada, uma verdadeira tentação de homem.

Não consegui controlar meu desejo e meus gemidos. Eu só queria sentir e gemer feito uma cadela, foda-se! Eu queria cada parte desse safado dentro de mim, me fodendo desse jeito. Exatamente assim.

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