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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 132

Capítulo 132

Mariana Bazzi

O som da água ainda corria suave. Senti minha respiração mudar quando Ezequiel se levantou devagar e começou a tirar a própria roupa diante de mim. Cada peça caída me queimava os olhos de desejo.

Ele entrou na banheira comigo em silêncio, a água subindo ligeiramente com seu peso. A atmosfera mudou. Já não era só cuidado — era desejo.

Se aproximou de mim. Suas mãos tocaram minha cintura de novo, mas dessa vez com um peso diferente. Já não havia hesitação. Havia intenção.

— Vem cá, bonequinha — ele murmurou, puxando meu corpo até o dele.

Me acomodei sobre ele, de joelhos, o corpo colado no dele, o calor da água misturado com o dele, ainda mais quente. Ele desceu as mãos pelas minhas coxas e depois me segurou firme, abrindo meu espaço com seus dedos no meu clitóris. Seus olhos estavam cravados em mim, escuros, intensos, como se estivessem devorando cada reação minha enquanto deslizava ali.

Quando sua mão subiu entre minhas pernas e voltou no meu ponto sensível, meu corpo todo estremeceu.

— Gosta assim, não é? — ele sussurrou contra meu ouvido, enquanto os dedos exploravam com uma precisão que só ele parecia ter.

Não consegui responder. Só soltei um suspiro trêmulo, com as mãos apoiadas nos ombros dele. Ele beijou meu pescoço com vontade, mordendo de leve, lambendo a pele molhada, enquanto a outra mão subia para tocar meus seios com velocidade.

— Olha como você tá pra mim — ele continuava, a voz baixa, rouca, suja de desejo. — Toda molhadinha… e nem é só por causa da água.

Arqueei as costas involuntariamente, presa entre o prazer e a entrega. Me sentia pequena sobre ele, mesmo sendo forte. Mesmo tendo passado por tudo o que passei hoje. Ele me fazia esquecer de qualquer problema.

A dor, o medo, a exaustão... tudo se dissolvia ali, naquele toque. Na forma como ele me segurava com domínio.

Meu corpo já não obedecia à razão. A água quente ao nosso redor parecia ferver com o calor que vinha de dentro — de mim, dele, da forma como ele me olhava, como se eu fosse a única coisa que existia no mundo agora.

Ele me segurou firme pela cintura e, com um movimento lento e seguro, me guiou para encaixar sobre ele. Senti seu corpo me invadir com uma profundidade que me arrancou o ar dos pulmões. Um gemido escapou da minha boca, abafado pelo beijo que ele me deu logo em seguida — possessivo, cheio de desejo, cheio de tudo o que ele não dizia com palavras.

— Assim… — ele sussurrou contra minha boca. — Isso… só você me deixa assim, bonequinha.

Seus quadris começaram a se mover embaixo de mim, dentro da água, criando ondas suaves que batiam nas bordas da banheira. Meus dedos cravaram em seus ombros, e eu me perdi naquele ritmo, naquela força contida que ele liberava aos poucos.

Ezequiel era intensidade, mas comigo... havia uma delicadeza escondida por trás de cada toque bruto. Uma reverência silenciosa, como se cada centímetro meu fosse sagrado.

Ele deslizava as mãos pelo meu corpo, explorando com calma e domínio. Beijava meus seios, mordia meu pescoço, me fazia perder o controle com palavras baixas e quentes sussurradas no meu ouvido:

— Você é gostosa demais...

Eu não conseguia responder. Só me agarrava a ele como se o mundo lá fora tivesse deixado de existir.

A água chacoalhava ao nosso redor, espirrava pelas bordas, mas a única coisa que importava era ele. Era nós dois, e a forma como nossos corpos se encaixavam com uma urgência que parecia ter sido guardada por tempo demais.

O prazer veio como uma onda silenciosa, me arrebatando por dentro enquanto ele me puxava para mais perto, colando nossos peitos, nossas bocas, nossas respirações.

— Eu vou te enlouquecer, bonequinha… — ele rosnou baixo, com a boca colada na minha pele. — Vou te fazer esquecer de tudo.

Seus dedos deslizaram por minhas costas, firmes e cuidadosos, e ele segurou minha cintura com mais força, guiando meus movimentos sobre ele.

— Olha como você fica linda assim… se movendo desse jeito só pra mim.

Meus olhos se fecharam quando ele passou os lábios pelo meu pescoço, pela linha do maxilar, e então os dentes roçaram minha pele com uma leve mordida.

— Vou beijar cada pedacinho seu… — continuou, com a voz rouca e baixa. — Vou te deixar marcada, arrepiada… implorando por mais, sentada no meu pau.

As mãos dele desceram pelas minhas coxas, firmando-as ao redor de sua cintura, e ele me fez afundar um pouco mais sobre ele. Um gemido escapou da minha garganta, e ele sorriu contra meu ombro.

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