Capítulo 138
Mariana Bazzi
Corri pelos corredores com o coração aos pulos. A casa inteira estava em alvoroço. Homens por todos os lados, comunicadores apitando, vozes ao fundo chamando por "Safira". Mas tudo ao meu redor parecia distante. A única coisa que martelava em minha mente era: como ela desapareceu?
— Eu disse pra não tirarem os olhos dela! — gritei, empurrando a porta do escritório com força.
Sentei na cadeira em frente aos monitores. Meus dedos tremiam, mas consegui acessar rapidamente as câmeras da casa. Fui direto para o horário em que Samira aplicou o sedativo. Avancei os minutos... E então parei.
O quarto parecia calmo.
Até que... movimento.
— Não, não... — sussurrei.
Na câmera do corredor, a imagem começou a falhar. Linhas pretas e estáticas cobriram a tela bem no momento crucial.
— Droga! Câmera danificada... — murmurei, fechando os olhos com raiva.
Mudei para a câmera do quarto. Nada.
Mas quando mudei para a do jardim lateral... lá estavam eles.
— Aqui! — falei alto, como se alguém pudesse me ouvir.
Dois homens de preto. Roupas táticas, rostos encobertos. Um deles segurava o corpo da minha mãe, desacordada, enquanto o outro abria a porta de um carro preto. Um sedan sem identificação.
— Filhos da mãe... — murmurei, puxando o zoom para a placa. Era a única chance de rastreá-los.
Anotei rapidamente a sequência:
NCF-04_
— O último número tá apagado... — falei, mordendo o lábio, irritada. Peguei o comunicador. — Mauro, preciso que você corra atrás da placa NCF-04, último dígito ilegível. É um sedan preto, saindo pela lateral da casa há poucos minutos.
— Entendido! — respondeu ele do outro lado.
Nesse momento, Peter apareceu com mais membros da família Kim.
— Podemos ajudar com isso. Malu e Alexei podem ir comigo e com vocês atrás da sua mãe.
Antes que eu pudesse respirar, a porta do escritório se escancarou.
Aaron entrou como um furacão, os olhos brilhando de fúria e excitação.
— Encontrei o comprador que procurávamos! — gritou, como se o teto fosse cair. — Descobri quem é o filho da puta! Tenho a localização, mas precisamos ser rápidos!
— O quê?! — minha mente girou. Eu olhava para as imagens congeladas da minha mãe sendo levada, e agora... o nome que assombrava meus pesadelos estava prestes a ganhar rosto.

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